Foto: Lula Marques / Agência Brasil
A deputada federal Carla Zambelli, 44 anos, do PL de São Paulo, tomou uma decisão drástica e silenciosa ao deixar o Brasil em direção aos Estados Unidos, com planos — segundo ela — de se estabelecer futuramente em um país europeu. Mas seria essa uma decisão acertada?
Como diz o ditado: “para quem está se afogando, qualquer galho serve de salvação”. Em outubro de 2022, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, Zambelli protagonizou um dos episódios mais polêmicos do pleito: com uma arma em punho, perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo após uma discussão política. A cena, filmada e amplamente divulgada, ganhou repercussão nacional.
Sim, foi um erro grave. Zambelli não possuía porte de arma para circular armada em vias públicas, e sua conduta, além de perigosa, foi incompatível com o cargo de parlamentar federal — ou mesmo com o comportamento esperado de qualquer cidadão responsável.
Agora, em 2025, foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado, pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo. A decisão gerou divisão: para muitos, foi justa; para outros, excessiva.
Sem grandes chances de reversão judicial, Zambelli optou por “ouvir a própria consciência” e fugir do Brasil. Teria o Judiciário lhe dado espaço para isso ao mantê-la com o passaporte em mãos? Ou foi uma brecha calculada? É difícil afirmar. Mas a verdade é que ela se foi — e agora resta saber o desfecho.
Receberá apoio dos bolsonaristas? Talvez não tanto quanto esperava. O próprio Jair Bolsonaro chegou a afirmar que aquele episódio de 2022 foi um dos fatores que contribuiu para sua derrota eleitoral. Ou seja, nem mesmo seu líder político demonstrou total respaldo.
Conseguirá asilo político em outro país? Não sabemos. O STF irá acionar a Interpol para trazê-la de volta? Ainda não se sabe. Mas o que já sabemos é que ela não está sozinha: há muita gente “dando no pé”, atravessando fronteiras para fugir do peso da lei brasileira — e, quase sempre, com dinheiro suficiente para sustentar esse tipo de fuga.
O Brasil precisa refletir: estamos construindo um país onde a justiça é igual para todos — ou onde alguns ainda acreditam poder escapar dela apenas porque têm sobrenome, cargo, discurso ideológico ou dinheiro?
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro
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