O presidente estadual do PSD na Paraíba, Pedro Cunha Lima, em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta quarta-feira (11), declarou ser favorável ao fim da escala de trabalho 6×1 e voltou a defender a redução de benefícios e auxílios pagos a integrantes dos Poderes. A posição foi apresentada ao comentar o debate que pode avançar na Câmara dos Deputados até maio.
Pedro afirmou que votaria pelo fim da escala 6×1, caso estivesse hoje no exercício do mandato. Segundo ele, a medida deve considerar tanto a proteção ao trabalhador quanto a competitividade da economia brasileira.
“Sou a favor do fim da escala 6×1. Claro que é preciso ter um olhar atento à competitividade do país, a quem gera emprego e à nossa economia, mas é preciso olhar também para o trabalhador”, disse.
Ao abordar o impacto econômico da proposta, o dirigente partidário defendeu que o governo federal faça sua parte no controle de gastos públicos. Ele voltou a criticar o que chama de privilégios no alto escalão do funcionalismo e mencionou despesas com auxílios e diárias pagas a autoridades.
Pedro relembrou que apresentou, ainda em seu primeiro mandato como deputado federal, uma proposta de emenda à Constituição que ficou conhecida como “PEC dos Penduricalhos”, com o objetivo de restringir benefícios considerados excessivos acima do teto salarial. Para ele, o debate sobre jornada de trabalho precisa vir acompanhado de revisão de despesas públicas.
“Está na hora de fazer um ajuste que mexa também na parte de cima. A gente fala em proteger o trabalhador, mas quase nunca enfrenta os privilégios”, afirmou.
Definindo-se como liberal e defensor da responsabilidade fiscal, Pedro avaliou que é possível combinar justiça social com equilíbrio das contas públicas. Ele também fez críticas ao governo federal por, segundo ele, concentrar o discurso apenas na ampliação de direitos trabalhistas, sem avançar na contenção de despesas.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 tem mobilizado diferentes setores políticos e econômicos, e deve ganhar força no Congresso Nacional nos próximos meses.
Redação








