Nomeação do paraibano na Integração Nacional sofre um "verdadeiro bombardeio" em Brasília

Sintonizado com os bastidores da política estadual e nacional, o portal PB Agora teve acesso a algumas das barreiras que têm separado o senador Vital do Rêgo Filho do Ministério da Integração Nacional.

Disputada por diversas forças políticas, a pasta será responsável pela retomada das obras da Transposição do rio São Francisco, considerada uma das principais metas do Governo Federal para 2014.

A primeira barreira é a determinação do governador do Ceará, Cid Gomes, que deseja manter o seu aliado e atual ministro, Francisco Teixeira, que substituiu o pernambucano Fernando Bezerra. O partido de Cid Gomes, o PROS, ameaça lançar a candidatura de Ciro Gomes à presidência caso o PMDB assuma a pasta.

A segunda barreira é a relação tensa que alguns aliados da presidenta têm mantido com o senador na Paraíba, sobretudo o Partido Progressista.
Sabe-se que PP e PMDB são ferrenhos adversários em Campina Grande, e a nomeação de Vital, obviamente, desagradará o ministro Aguinaldo Ribeiro devido ao embate local existente entre as duas famílias. A contestação, nesse caso, é eminentemente pessoal. Sobre esse assunto, há uma publicação inclusive no jornal Correio Brasiliense.

A terceira barreira é um acordo antecipado pela presidenta Dilma Rousseff com o presidente do Senado, Renan Calheiros, para garantir o apoio do PT ao candidato do PMDB, Renan Filho, em Alagoas. A aliança está praticamente selada na “terra dos Palmares”, o que diminuiria a pauta de reivindicações dos peemedebistas em Brasília.

A quarta barreira é a amizade entre a prefeita de Pombal, Polyana Feitosa, e o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva. Adversária política do grupo que apoia Vital do Rêgo em Pombal, a petista que tem o apego do ex-presidente, teria opinado radicalmente pela reprovação do peemedebista e virou mais um espinho no caminho do paraibano.

A quinta barreira é a candidatura do senador Eunício Oliveira ao Governo do Ceará. O peemedebista exige o apoio do PT e do governador Cid Gomes ao seu projeto. Consequentemente, Cid quer o Ministério.

Para dificultar ainda mais o processo, líderes do PP e do PROS anunciaram nesta quarta-feira (6) a formação de um bloco na Câmara dos Deputados que reunirá 57 deputados para aumentar o seu poder de negociação, elevando o cacife de ambos no Governo Dilma Rousseff. A união das siglas também visa, evidentemente, afrontar o PMDB.

Pelo que se vê, a nomeação do paraibano na Integração sofre um "verdadeiro bombardeio". Precisa saltar pelo menos cinco grandes barreiras.

A presidenta Dilma Rousseff, no caso em pauta, não poderá ser ‘salomônica’ e terá que desagradar gente de muito peso que opera contra Vital do Rêgo.

Diante desse quadro, ascender ao almejado Ministério será uma proeza e tanto do senador paraibano. Precisa se valer neste momento da palavra de encorajamento bíblico que diz que “os humilhados serão exaltados”.

Ytalo Kubitschek

PB Agora

 

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