Categorias: Política

Parlamentares podem votar projetos que aumentam gastos do governo

PUBLICIDADE

 A Câmara dos Deputados e o Senado Federal têm em pauta projetos que geram aumento de gastos para o governo federal, a chamada “pauta-bomba”. Há previsão de que os deputados analisem nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento Impositivo e de que os senadores coloquem em votação a mudança do indexador da dívida de estados e municípios com a União.

Preocupado com eventuais aumentos de gastos no fim do ano, o Palácio do Planalto tenta diálogo com os parlamentares. Após uma semana de tensão entre o Executivo e o Legislativo, há previsão de que o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), seja chamado ao Palácio do Planalto nesta semana para reunião com a presidente Dilma Rousseff.

Na semana passada, os deputados impuseram a primeira derrota de Dilma após as eleições com a derrubada de um decreto presidencial sobre a consulta a conselhos populares. Dois dias depois, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, pediu que Alves informasse quais pautas com impacto nos cofres públicos poderão ser votadas nos próximos dois meses.

Já no Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse na semana passada que não recebeu nenhuma orientação do Planalto e negou que haja “pauta-bomba” na Casa. Ele defendeu, contudo, mais diálogo. “Conversa, como todos sabem, não arranca pedaço”, disse.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), defendeu nesta segunda-feira (3) que os parlamentares evitem uma “crise fiscal”. “Essas repercussões não são apenas para o governo federal, na maioria das vezes são repercussões sobre os governos estaduais. Eu acredito que o Senado terá o equilíbrio suficiente para evitar que nós entremos em uma crise fiscal desnecessariamente”, afirmou.

Orçamento impositivo
Entre as pautas da Câmara dos Deputados consideradas incômodas ao governo e que Alves afirmou que levará ao plenário está a PEC do Orçamento Impositivo, que obriga a União a pagar as emendas parlamentares – despesas incluídas no Orçamento por deputados e senadores que, em geral, são destinadas para obras em seus redutos eleitorais.

Caso a PEC seja aprovada, o governo ficará obrigado a pagar as emendas em um limite de até 1,2% da Receita Corrente Líquida (R$ 14,68 milhões por parlamentar, segundo o Orçamento de 2014). A Receita Corrente Líquida é a soma do que é arrecadado pelo governo, descontadas as transferências feitas por determinação constitucional ou legal para estados, municípios e Distrito Federal.

Fundo de Participação dos Municípios
Outra PEC também poderá entrar na pauta de votações da Câmara, a que aumenta de 23,5% para 24,5% o repasse de recursos da União para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – composto pela arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A mudança teria impacto de R$ 3,8 bilhões para os cofres do governo federal.

O Planalto defende que o aumento de um ponto percentual seja pago em duas etapas, a primeira em 2015 e a segunda em 2016. Parte dos deputados, porém, pressiona para que o repasse seja ampliado em dois pontos percentuais.

Indexador da dívida dos estados
No Senado, o presidente Renan Calheiros prometeu colocar em votação nesta quarta-feira (5) o projeto que muda o índice de correção das dívidas de estados e municípios com a União. O texto, defendido por prefeitos e governadores, não representa gasto extra para o governo, mas reduz a arrecadação.

Pela proposta, o atual Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) mais 6% a 9% de juros ao ano – será substituído pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 4% de juros ou pela a taxa Selic, o que for menor.

PEC dos Magistrados
Ainda no Senado, está pronta para ser votada em primeiro turno a chamada PEC dos Magistrados, que estabelece pagamento de um adicional por tempo de serviço a juízes e membros do Ministério Público.

A proposta cria um adicional por tempo de serviço de 5% da remuneração mensal, aplicado a cada cinco anos até o máximo de 35%. Na prática, altera a Constituição ao permitir que essas categorias recebam acima do teto constitucional, atualmente em R$ 29,4 mil – equivalente ao vencimento de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Planalto teme impacto imediato nas contas públicas, já que os beneficiários poderão usar o tempo de exercício anterior à aprovação da PEC para o cálculo. Além disso, poderá provocar efeito cascata, levando outras categorias a reivindicarem o mesmo direito.

G1

Últimas notícias

FARMÁCIA CAMPINA: Prefeitura inicia reordenamento da Assistência Farmacêutica para garantir mais eficiência, segurança e acesso à população de Campina Grande

Secretaria de Saúde implanta novo modelo com 46 farmácias de referência, mantendo Campina Grande com…

10 de abril de 2026

“As portas estão abertas”, diz João Azevêdo ao comentar possível aproximação de Ruy com grupo de Lucas Ribeiro

O ex-governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), comentou a possível aproximação do deputado federal Ruy…

10 de abril de 2026

Neto Nepomuceno assume chefia de gabinete do governador Lucas Ribeiro

No final da tarde desta sexta-feira (10), o governador Lucas Ribeiro usou seu perfil nas…

10 de abril de 2026

“Presidente está focado em governar, não em pedir voto”, diz ministro sobre orientação de Lula na PB

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva…

10 de abril de 2026

Após boatos de cancelamento, PT confirma encontro, neste sábado, que deve selar apoio a Lucas

A presidente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba, Cida Ramos, confirmou a realização…

10 de abril de 2026

Tarcísio Jardim confirma articulação com Aguinaldo para assumir vaga de Jane Panta na ALPB

O vereador de João Pessoa Tarcísio Jardim (PP) revelou, em entrevista nesta quinta-feira (09), que…

10 de abril de 2026