Categorias: Política

Para Efraim Filho, posição da oposição no Senado fortalece União Brasil na disputa pelo comando da Federação na Paraíba

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A ofensiva da oposição no Senado Federal em torno do impeachment do ministro Alexandre de Moraes ganhou novos contornos na política paraibana. Em meio à mobilização nacional para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pautar o requerimento com 41 assinaturas já coletadas, o senador Efraim Filho (União Brasil) fez questão de destacar os reflexos locais dessa articulação, reforçando a disputa entre o União Brasil e o Progressistas pelo comando da Federação Brasil Esperança na Paraíba.

“O movimento da obstrução tem uma missão clara: demonstrar que já existe maioria no Senado para debater o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. A pauta precisa refletir essa realidade e o presidente da Casa não pode se alinhar à minoria quando o plenário aponta outro caminho. Essa mobilização nacional nos fortalece também na disputa pela condução da Federação no nosso estado”, afirmou Efraim.

Segundo ele, o alinhamento do União Brasil com essa postura de enfrentamento e identidade política reforça a legitimidade do partido para liderar a Federação na Paraíba. “Essa posição nacional mostra quem tem coragem de se posicionar. O nosso grupo assume uma postura firme, enquanto o grupo do Progressistas, liderado por Aguinaldo Ribeiro e Lucas Ribeiro, não tem a mesma liberdade de movimento, pois está vinculado ao governador João Azevêdo e ao projeto de palanque de Lula na Paraíba”, alfinetou o senador.

Efraim também rebateu as falas de líderes que classificam como inviável o avanço do impeachment, como o senador Ciro Nogueira. Para o paraibano, mesmo sem garantir a obrigatoriedade de pauta, a pressão da maioria parlamentar tem peso político. “A pauta é prerrogativa do presidente do Senado, mas ele não pode ignorar a maioria. Quando há uma agenda com apoio robusto, o mínimo que se espera é que ela seja debatida. Não se trata de forçar, mas de respeitar o sentimento do plenário”, afirmou.

Nos bastidores, a movimentação é vista como mais um capítulo na disputa entre União Brasil e Progressistas por espaço dentro da federação e do campo governista, de olho em 2026. Enquanto o grupo de Aguinaldo mantém a aliança com João Azevêdo, Efraim aposta em uma estratégia de diferenciação e afirmação nacional para ampliar seu protagonismo na política local.

Redação

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