Categorias: Política

Pandemia: Bruno diz que ‘fechar’ CG é uma ameaça à sobrevivência da cidade

Prefeito destaca que o maior papel das instituições é intensificar as fiscalizações, que penalizam os inconsequentes e aqueles sem compromisso com a saúde da população

 

O prefeito Bruno Cunha Lima discorda do Governo do Estado por enquadrar Campina Grande na chamada bandeira Laranja, o que poderá implicar na adoção de sérias restrições à cidade, sobretudo no setor econômico, ameaçando a sobrevivência de milhares de campinenses. Em entrevista, concedida na manhã desta segunda-feira, 8, ao Programa Correio da Manhã (Rádio Correio FM), o prefeito elencou uma série de fatos e argumentos para basear a sua discordância, além de assegurar não existirem condições objetivas de se impor lockdown na cidade.

Ele disse, inicialmente, que a prefeitura cumpre o seu dever na prevenção e tratamento ao novo coronavírus. Prova disso é que esta semana já começa com a cidade ampliando o número de leitos, além da aquisição de quinze respiradores e monitores.

Também está em vigor o decreto municipal, reforçando medidas de fiscalização e punição a quem descumprir as ações de saúde em Campina Grande. Além disso, o município atende com o máximo de qualidade aos pacientes oriundos da cidade e dos demais municípios da segunda macrorregião.

Segundo ele, na área econômica, se a cidade parar “as pessoas vão morrer de fome”, pois todas as portas de emprego estarão fechadas, sobretudo nas áreas de serviços e do comércio. Advogando que o essencial é fiscalizar quem age de forma errada, ele garante que o simples fechamento não vai resolver o problema, mas só agravar ainda mais a situação do povo, “impossibilitado de comprar o pão de cada dia e pagar as suas despesas essenciais”.

Por outro lado, o prefeito considera que é fundamental o apoio de todos os segmentos sociais para o enfrentamento da atual crise sanitária, explicando que tal responsabilidade não deve ser jogada apenas nas costas dos comerciantes e dos demais segmentos econômicos, mas deve ser uma ação de toda a comunidade. “Se cada um cumprir a sua parte, todos vão ganhar com mais saúde”, destacou.

Ele anunciou também uma reunião com os demais prefeitos da segunda macrorregião, polarizada por Campina Grande, para pedir o apoio de todos os gestores no sentido de que reforcem as ações de fiscalização em seus respectivos municípios, levando-se em conta a necessidade de um verdadeiro pacto regional contra o novo coronavírus.

O encontro com os prefeitos vai acontecer ainda nesta semana, pois, em sua visão, se cada município cumprir o seu papel, haverá a diminuição do número de pacientes que buscam tratamento em Campina Grande, não sobrecarregando, assim, o sistema de saúde local.

 

Redação

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