O psicólogo e professor da UFPB Nelson Júnior, candidato a governador pelo P-Sol (na foto ao lado), me disse nesta segunda-feira, que o ex-prefeito municipal de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), é apenas um “genérico do grupo Cunha Lima, sem nenhuma identidade política ou ideológica”.
Ação contra pesquisa
O advogado Suélio Moreira, do P-Sol, também entrará com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral contra a pesquisa recentemente divulgada pelo Ibope. Nelson Júnior diz que tem 7% dos votos (segundo números obtidos numa consulta para economia interna feita pelo partido dele) e não só 0%, como apareceu nos números revelados no final-de-semana passado.
Modelo socialista é bom
Nelson Júnior revelou que ele conheceu na Romênia, uma cidade com cerca de 500 mil habitantes e que não tinha uma só favela, sendo esse feito considerado como fruto do progresso gerado nos países do Leste Europeu durante a Era Comunista, liderada pela extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Cercando as favelas
O candidato a governador pelo P-Sol também me disse que a polícia deveria cercar os grandes condomínios de luxo existentes na orla marítima da Capital e não fazer ações como a “Operação Asfixia” nas favelas, que culminou com o enfrentamento de bandidos e traficantes no bairro São José. Ele acha que os moradores são pessoas de bem e acabam pagando um preço social muito alto, cobrado por essas ocupações temporárias.
Policiais não podem errar
Nelson Júnior me disse, ainda, que os policiais que entram em confronto com os traficantes, nas comunidades localizadas na periferia da cidade, devem ser bem treinados e que eles não podem nunca confundir uma metralhadora nas mãos de algum bandido com um simples violão e acabar atirando em qualquer cidadão comum, ou seja, em inocentes trabalhadores.
Juízes traçam estratégias
Na manhã desta segunda-feira, reuniram-se no Fórum Eleitoral localizado na avenida Odon Bezerra, no bairro de Tambiá, os juízes titulares das Zonas Eleitorais de João Pessoa, Cabedelo, Bayeux e Santa Rita. O anfitrião do encontro foi o juiz Marcos Aurélio Jatobá Filho, responsável pela coordenação da Propaganda de Rua na comarca da Capital.
Atuação conjunta no pleito
A intenção de todos foi a de consolidar um entendimento comum a respeito de assuntos de interesse do eleitor, como por exemplo:
Recomendações ao eleitorado
1) A exigibilidade da apresentação, pelo eleitor, do título e, também, de um documento oficial com foto (excluindo-se Cabedelo, que adotará o voto biométrico);
2) A proibição da padronização de vestuário pelos fiscais dos Partidos e Coligações, no dia da eleição, incluindo cores associadas a candidatos (também a ser objeto de futura reunião com os representantes dos Diretórios Estaduais e das Alianças Partidárias);
3) O acesso de portadores de necessidades especiais às seções eleitorais, acompanhados de pessoas de sua inteira confiança.
Divulgando na mídia
Todas estas matérias já são disciplinadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e pela Corregedoria do TRE, mas o entendimento comum e o apoio recíproco entre os juízes procura facilitar a vida dos eleitores, dos mesários, dos candidatos e – sobretudo – a divulgação de tais informações através da mídia, já que serão geradas notas e comunicados comuns, ocupando-se o mínimo de espaço no rádio e televisão.








