É preciso acabar com essa história que ainda tem muito tempo para definições. Que somente em junho do ano eleitoral é que as coisas serão decididas. Junho, como indica a legislação e calendário eleitoral, é o mês das oficializações. E só se oficializa o que se decidiu previamente. Então, não é arriscado dizer que o sucesso das oficializações de candidatura em junho depende necessariamente das decisões e ações adotadas anteriormente.
Eis o risco da extensão do retardamento da indefinição mantida pelo ex-governador Cássio à candidatura ao governo do Estado.
De um lado, ele mantém à base, parte dela já alinhada ao prefeito Ricardo Coutinho, em constante conflito com os interesses do senador Cícero, como se viu com os deputados Rômulo Gouveia e Zenóbio Toscano, que vai se animando com os 14% nas pesquisas.
Do outro, e, especialmente, o que é pior, permite que o prefeito Ricardo Coutinho vá se avolumando “sozinho” na disputa. Ou seja, vá crescendo sem o apoio oficial de Cássio, diminuindo a cada minuto a importância do apoio do tucano, certamente um dos maiores eleitores da Paraíba. Eis o grande risco, aliás.
Sabe-se que o prefeito Ricardo Coutinho só está do tamanho que está porque, instintivamente, tem conseguido trazer para si o eleitorado anti-maranhista, cuja maior parcela é, certamente, cassista. Não fosse assim, o prefeito de João Pessoa estaria com um índice do tamanho apenas de seu bom desempenho administrativo na Capital.
O problema está no fato de que essa transferência está sendo feita sem que Cássio diga, em praça pública: “Meu candidato é Ricardo Coutinho!”.
Não estamos a dizer que Cássio, candidato ao Senado com 52% da intenção de votos, deixe de ser importante. Não. Se continuar nessa levada, ele pode deixar de ser IN-DIS-PEN-SÁ-VEL. Essa é a questão.Uma coisa é ser importante outra é ser indispensável.
Se perder esse posto no projeto do mago, Cássio terá dificuldades até em impor nomes para chapa majoritária. Claro que tudo tem que ser feito com extremo cuidado para evitar traumas.
Mas, por mais assustador que isso pareça, é tempo de definir. Ou, pelo menos, de marcar data para definir. Bem antes de junho, claro.
Fique sabendo
Saída pela tangente – O ex-deputado Gilvan Freire (PMDB) já decidiu: se o prefeito Nabor Wanderley, de Patos, confirmar pretensão de disputar vaga de deputado federal, ele aceitará ingresso no governo Maranhão.
Sem tirar de dentro – O primeiro suplente de deputado, Pedro Medeiros não vai nem sentir assim que Ruy Carneiro voltar à Assembléia. Até o final de outubro, o atual líder da oposição, Antônio Mineral, irá tirar licença do cargo por 120 dias.
Só por cautela – Ensaiando, pela primeira vez, exercício na advocacia, o ex-governador Cássio estaria disposto a recomendar marcha ré de advogados aliados que anunciaram voto em Odon Bezerra, considerado pelos opositores como candidato do governador José Maranhão, e votar pessoalmente em José Mário Porto.
Apoio de respeito – Foi num almoço no Sal e Brasa, sob os olhares testemunhais do poeta Ronaldo Cunha Lima e do ex-governador Cássio, que o ex-vice-governador José Lacerda Neto (DEM) declarou que vai votar em Ricardo Barbosa (PSB) para deputado estadual em 2010.
Paraíba em alta – Tem um paraibano bem pertinho de assumir cargo importante em ministério do governo Lula. Aguarde.
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