Recebi uma informação de fonte confiável, vindo de minha terra natal, Recife, de que há uma orientação de Eduardo Campos, o todo-poderoso do PSB, para que o Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, privatize a Cagepa. E esta informação me preocupou, sobretudo pelos últimos acontecimentos na Paraíba e em Pernambuco, que evidenciam que este processo está em curso, sim.
Primeiro vamos falar de Pernambuco. Lá, há em curso um processo de privatização da Compesa – Companhia Pernambucana de Saneamento, que já foi deflagrado publicamente pelo Governador Eduardo Campos (PSB). Em Pernambuco, as manifestações contrárias à privatização estão se estendendo por todo o Estado, a partir de Recife. A última delas, organizada pelo Sindicato dos Urbanitários de Pernambuco, ocorreu no Centro do Recife, no último dia 31 de janeiro.
O Sindicato, inclusive, está circulando com um abaixo-assinado para evitar a privatização. Há também um consubstanciado dossiê denunciando o processo. Veja a lista de entidades que elaboraram o dossiê denunciando o ato do Governador e defendendo a “universalização dos serviços de água e esgoto em Pernambuco”:
CUT/PE – Central Única dos Trabalhadores; Ação Cidadania Contra a Fome e a Miséria; Associação dos Moradores de Caetés II – Abreu e Lima; CENCIPE – Centro de Promoção a Cidadania de Pernambuco; CMP – Central de Movimentos Populares; CONAM – Confederação Nacional das Associações de Moradores; Conjunto Terra Nossa; CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; FASE – Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional; FEMECOAL – Federação Municipal das Entidades Comunitárias de Abreu e Lima; FEMOCOHABPE; FERU/PE – Fórum Estadual de Reforma Urbana; FIJ – Federação do Ibura e Jordão; MFST/PE – Movimento das Famílias Sem Teto de Pernambuco; MLPC/PE – Movimento de Luta Popular e Comunitário de Pernambuco; MMPP – Movimento por Moradia Popular de Pernambuco; MLMP – Movimento de Luta pela Moradia do Estado de Pernambuco; MNU – Movimento Negro Unificado; Movimento em Defesa da Mata Jardim Uchôa; MTC/ Recife – Movimento dos Trabalhadores Cristãos; MTST/PE – Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – PE; OLMP – Organização e Luta dos Movimentos Populares de Pernambuco; Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco; RJNE – Rede de Jovens do Nordeste; UNACOMO – União das Associações e Conselhos de Moradores de Olinda; UNEGRO – União de Negros pela Igualdade.
No dossiê, as entidades denunciam que, com a privatização, haverá um grande prejuízo para a população de baixa renda, “pois as tarifas de esgoto serão elevadas e quem não puder pagar, ficará sem os serviços”. Eles lembram também que já houve grandes prejuízos com a privatização da Celpe (que coincidência com a privatização da nossa Celb, hein…).
Aqui na Paraíba, o que vemos é o mesmo processo que ocorre em Pernambuco. Primeiro, o Governo do Estado trata de desmantelar a empresa. Vocês já perceberam que, nos últimos meses, a qualidade do serviço da Cagepa caiu assustadoramente em todo o Estado? É justamente isso que o governo quer: desmantelar a empresa, criando a dificuldade, para, depois, vender a solução (privatização) como única saída para a empresa.
Tomemos, por exemplo, o caso de Campina Grande, onde a Cagepa é dirigida pela competente Alexandrina Moreira. Quem é de Campina Grande sabe o que eu estou falando: Alexandrina, à época da antiga Telpa e, em seguida, Telemar, era a competência em pessoa. Sempre diligente em resolver problemas e gerir investimentos.
Porém, na Cagepa, não tem tido a mesma sorte. É um peixe fora d’água. Claro, por que não adianta competência, quando há uma força em contrário, de maior intensidade, atuando.
Aqui fica o recado para o nosso Sindicato dos Urbanitários e para outras entidades que defendem a nossa sociedade: a Cagepa será privatizada, dentro do propósito do Governo do Estado de manter o que se chama de ‘Estado Mínimo’, na Paraíba, que é ter a responsabilidade pelo mínimo possível de serviços.
Tem sido assim na Polícia, com a terceirização das viaturas (você já reparou que as viaturas da Paraíba são locadas em Pernambuco?); com a Saúde, através da terceirização dos serviços de Saúde – veja o exemplo do Hospital de Trauma de João Pessoa (terceirização já efetivada) e de Campina Grande (terceirização em andamento); com a UEPB, que passa por um vergonhoso processo de desmantelamento e, em breve, com a nossa Cagepa.
O pior é que o nosso governador já deu mostras de que segue, direitinho, as orientações (ou seriam imposições) do governador do vizinho estado. Que pena
Mas, está dado o aviso!
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