A "oposição light" constituída na Câmara Municipal de Campina Grande poderá assegurar ao prefeito Romero Rodrigues (PSDB), governar com certa tranquilidade a cidade, tendo vereadores suficientes para aprovar os projetos do Poder Executivo. Dos 23 vereadores com assento na Casa de Félix Araújo, 12 integram a base que dá sustentação política ao governo tucano e 9 fazem parte da bancada de oposição. Dois vereadores se apresentam como independentes.
Só que a base da oposição hoje teoricamente formada por 9 vereadores, não deverá ser empelho para o Executivo ter seus projetos aprovados. Isso porque, alguns vereadores estariam "em cima do muro" fazendo uma chamada "oposição light". Nas duas primeiras sessões do período legislativo eles já deram mostras de que não irão fazer oposição sistemática ao governo, mais uma de oposição serena votando nos projetos do governo.
Os três vereadores do PMN por exemplo, vivem uma situações diferentes. A presidente do partido jornalista Lídia Moura já declarou apoio ao prefeito Romero Rodrigues, e até emplacou uma secretaria. Só que mesmo a contra gosto do comando local, Galego do Leite (PMN) e Rodrigo Ramos (PMN), garantem que são oposição e vão votar contra o governo. Na outra ponta, o vereador Sargento Regis que também foi eleito pelo PMN seguiu a orientação de Lídia Moura e integrou a base governista.
O vereador Alexandre do Sindicato (PTC), chegou na CMCG na condição de vereador da oposição. Só que ele se aproximou de Romero Rodrigues e também poderá no decorrer das sessões se revelar mais um governista. Por enquanto, Alexandre desconvesa e garante que é oposição, mesmo deixando claro que se for necessário, votará com o governo. "Qualquer projeto que venha para essa Casa de interesse do povo, eu vou votar a favor" garantiu.
Dúbia foi a posição de Lafite. Eleito pelo PSC Lafite também chegou na Casa de Félix Araújo como um dos vereadores da oposção. Só que na primeira sessão do ano, ele surpreendeu com uma declaração que abriu margens para várias interpretações. Disse que na Constituição Federal "não existe esse negócio de oposição e situação" e que isso foi inventado pelos políticos. "Eu fui eleito vereador para trabalhar pelo povo" asseverou.
Já o vereador Napoleão Maracajá (PC do B), disse que terá uma posição neutra e de independência. "Eu vou votar nos projetos que endender ser de interesse da população" disse.
Enquanto alguns vereadores tem "evitado" manifestar publicamente o posicionamento que terão na Casa, outros não escondem de que lado estão. É o caso de Olímpio Oliveira que permanece firme na oposição. O mesmo acontece com o vereador Metuselá Agra (PMDB). O parlamentar chegou a se aproximar de Romero mas logo se desentendeu com o tucano e voltou atrás, preferindo ficar na oposição. "Eu até estava me aproximando mais deu um passo atrás" admitiu.
Nas próximas sessões os vereadores da oposição deverão se reunir para escolher o líder do bloco. O nome mais cotado é do vereador Pimentel Filho (PMDB).
Além de ser o vereador mais experiente na Casa com sete mandatos consecutivos, Pimentel já assumiu a postura de liderança nas primeiras duas sessões.
Do lado da situação, vários vereadores disputam a condição de líder do governo. O nome do vereador escolhido deve ser anunciado na próxima semana pelo prefeito Romero Rodrigues. Entre os cotados para defender o governo estão, Ivonte Ludgério que assumiu o mandato no lugar de Tovar Correia Lima nomeado chefe de Gabinete da PMCG; Bruno Cunha Lima.
Oficialmente integram a bancada governista os vereadores Bruno Cunha Lima (PSDB), Inácio Falcão (PSDB), Joia Germano (PRP), Murilo Galdino (PSB), Ivonete Lugério (PSDB); Saulo Noronha (DEM), Vaninho Aragão (DEM), Marinaldo Cardoso (PSDB), Sargento Regis, Lula Cabra (PRB), Buxada (PTN) e Miguel Rodrigues (PPS). O presidente da Casa vereador Nelson Gomes, teoricamente integra a bancada de situação, mas já deixou claro que também terá uma posição de independência.
Já a bancada de oposição é constituída pelos vereadores Pimentel Filho (PMDB), Olímpio Oliveira (PMDB), Metuselá Agra (PMDB), Orlandino Farias (PSC), Rodrigo Ramos (PMN), Galego do Leite (PMN), Lafite (PSC), Ivan Batista (PMDB) e Alexandre do Sindicato (PTC). Esses últimos integram a chamada "oposição light" que evitará bater no governo.
Severino Lopes
PBAgora
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