Por pbagora.com.br

Midas era um rei, filho de Górdio, um camponês que foi feito soberano pelo povo. Certa vez, o mestre e pai de criação do deus Baco, Sileno, embriagou-se e se perdeu, foi encontrado por Midas que o tratou muito bem, oferecendo banquetes e cuidando dele. Baco resolveu presentear o rei, oferecendo a ele a oportunidade de escolher uma recompensa.

O que Midas escolheu foi o poder de transformar tudo que ele tocava em ouro, assim, seu pedido foi atendido, porém Sileno ficou um pouco contrariado, pois achou uma péssima escolha. Midas foi feliz, transformando tudo em ouro e riquezas, até o momento em que ele percebeu que não podia mais comer, pois toda comida e bebida que ele pegava ou engolia se transformava em um metal precioso que se tornou o grande estorvo da sua vida.

E assim veio Jair Messias Bolsonaro; que não é rei, mas pensa ser. Que toca em tudo, e destroca na mesma velocidade. Demite e admite ministros num efeito dominó em plena pandemia do novo coronavírus sem observar, ou tenta disfarçar, o resultado da pesquisa de opinião CNT/Instituto MDA. A avaliação negativa do governo federal subiu 12 pontos percentuais de janeiro a maio deste ano.

E nesse joguete amador, demite ou faz aquele que estava ao seu lado pedir demissão. Moro, Mandetta, Taich, Regina Duarte. Todos abatidos enquanto a Covide-19 mata cada vez mais no Brasil. Já se passou a casa das mil mortes diárias.

Mas desde que assumiu o Palácio do Planalto, Bolsonaro, que se apresenta como o chefe do Big Bhother Brasil, já realizou 12 mudanças no primeiro escalão do governo. Pergunta: como ajustar um país e seguir diretrizes políticas, econômicas e sociais se não há tempo dos titulares das pastas apresentarem seus respectivos planos de gestão, e quando apresentam são rechaçados? Resposta: estagnação completa.

Bolsonaro gostaria, e muito, em ser Midas. Tocar em tudo, e o tudo virar ouro, mesmo que a fome e a sede fosse um problema menor. Pois existe cloroquina e tubaína para que, não é mesmo? Porém, o mandatário padece de um mau maior. Tudo que ele toca, desconstrói, vira pó. Aniquila bons projetos. Polariza, de forma infantil, seu governo. Tem pesadelos com Lula, sem entender que o ex-líder da esquerda já está aniquilado.

Agora peço licença ao leitor para colocar, no artigo, como o mundo vê Jair Bolsonaro, em matéria publicada na BBC Brasil. Ponho, apenas, três parágrafos, mas vale à pena ler. Seja você de esquerda ou de direita. A melhor coisa que venho sentindo nesses últimos meses é não buscar me situar em rótulos, pois meu compromisso é com a liberdade e o bom senso.

Eis parte da matéria, ou parte dela, datada de 3 de maio

‘Bolsonaro é líder mais isolado do populismo de direita hoje’

O populismo de direita que cresceu como movimento político e chegou ao poder nos últimos anos em diversas partes do globo não tem dado uma resposta única à pandemia de covid-19.

O cientista político holandês Cas Mudde, que estuda há quase três décadas a ultradireita, identifica entre os políticos desse matiz desde uma abordagem “estereotipada” – negando a realidade e tentando difundir teorias conspiratórias sobre o novo coronavírus – até ações mais contundentes, ainda que tardias.

O presidente brasileiro, para ele, não se encaixa em um grupo específico. “Pelo que pude ver, quando se fala da resposta à covid-19 – ou à falta dela -, Bolsonaro tem uma categoria própria, como o líder de ultradireita mais ignorante e mais isolado do mundo”, diz o professor da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos.

Eliabe Castor
PB Agora

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