Por pbagora.com.br

A dois anos e sete meses do final do seu mandato, o governador João Azevêdo tem pouco com que se preocupar quanto à avaliação de sua gestão ao final dos quatro anos de governo.

Afinal de contas, Azevêdo terá a seu favor três grandes álibis capazes de justificar uma gestão que por ventura venha a ser avaliada entre razoável e ruim, se for o caso. Se tiver feito um mandato entre bom e ótimo, só terá que comemorar.

Álibis

O governador João Azevêdo desde já tem desculpa de sobra para justificar os eventuais erros de sua gestão: primeiro, o rompimento com o seu antecessor e padrinho político, Ricardo Vieira Coutinho. Um fato que, por si só, atrapalha qualquer gestão, ainda mais no seu início.

Segundo, a ação devastadora da Operação Calvário que terminou por provocar uma verdadeira reforma na sua equipe de primeiro escalão. Neste caso, Azevêdo pode alegar que foram heranças malditas da gestão passada, se bem que ele próprio é o fruto mais frondoso deste passado.

Terceiro, o mais poderoso dos álibis, e bastava este para justificar qualquer que venha a ser o resultado final da gestão deste governo: a pandemia causada pelo coronavírus que parou o planeta e pôs a humanidade numa sinuca de bico.

Bem avaliado

Nada disso, porém, significa que João Azevêdo vá fazer uma má gestão. Mas também é razoável prever que nem ele, nem gestor nenhum no planeta terá tido condições de realizar os seus projetos de governo. Afinal, o mundo foi pego de surpresa por um inimigo poderosíssimo, invisível e letal, cujo combate necessariamente implica em grandes investimentos financeiros e, portanto, radicais mudanças de planos de gestão, tanto na Paraíba, como na Itália, na China, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do mundo.

Resumo

Dadas as circunstâncias mundiais, o que não se pode esperar de João Azevêdo, de Bolsonaro, de Luciano Cartaxo, do prefeito de Roma, do presidente da China e nem de gestor nenhum uma grande administração, porque todos os planos, em qualquer lugar do mundo foram rigorosamente atropelados pelo coronavírus.

É oportuno registrar, também, que o governador João Azevedo tem demonstrado muita competência no enfrentamento da pandemia e da crise que ora se abate sobre o mundo e, portanto, sobre a Paraíba também.

Pelo seu histórico de homem público, não seria de causar admiração que, em circunstâncias normais, o governador João Azevedo faria uma boa gestão.

Mas não há como ignorar fatos relevantes que terminaram por atrapalhar todos os seus planos.

A lamentar

O ruim de tudo isso é que o coronavírus será a grande desculpa para aqueles gestores que, independente de qualquer circunstância e até má fé e irresponsabilidade, fariam péssimas gestões. Porque eles, infelizmente, também pegarão carona na desculpa de que não realizaram bons governos graças ao coronavírus.

E como discordar?!

 

Wellington Farias

PB Agora

Por Wellington Farias

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