Podem dizer tudo do presidente Jair Messias Bolsonaro, menos que ele nos enganou

Quanto ao seu projeto de governo e de poder, Bolsonaro foi sempre muito honesto com o povo brasileiro: nunca mentiu. Aliás, só cometeu uma mentira, a de garantir que iria combater a corrupção. Nisso aí ele falhou e muito.

Em reiteradas entrevistas, algumas em rede nacional de TV, o Messias, também chamado de “mito” por uma legião de fanáticos que diminui a cada dia, deu a cara à tapa e teve a coragem de assumir quem ele é verdadeiramente e o que faria caso assumisse a Presidência da República. Se não vejamos:

Desde quando ainda era um pretenso candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro declarou alto e bom som em emissoras de rádio e rede nacional de TV, que se fosse eleito, implantaria uma ditadura no país.

Bolsonaro foi curto e grosso quando disse que operaria para fechar o Congresso Nacional que, segundo ele, não serve pra nada. Apesar de, à época dessas declarações, o Messias estar no exercício do mandato de deputado federal, que se repetiu por 28 anos, sem nunca ter feito absolutamente nada digno de uma nota de rodapé. Bolsonaro deve ter tirado as medidas do Congresso com a mesma régua com que mediu os seus inúmeros mandatos.

Nas mesmas entrevistas, Jair Bolsonaro (pasmem os senhores), apesar de estar no exercício do mandato e com a responsabilidade de um parlamentar, confessou ser um convicto sonegador de impostos. “Eu sonego mesmo”, declarou o “mito” em dado momento de suas entrevistas.

Sangue
A coragem de afirmar de forma categórica e com muita convicção que defendia uma guerra civil, até porque seria necessário, segundo ele, matar uns 30 mil.

Tortura
“Eu sou a favor da tortura; tu sabes disso, né?!” Quem não se lembra desta lamentável afirmação de Jair Messias Bolsonaro, numa entrevista de televisão, cuja cópia de vídeo até hoje bate mundos e fundos.

Num dos momentos históricos da vida nacional, por ocasião da votação do processo de impeachment da ex-presidente da República, Dilma Rousseff, Jair Bolsonaro reiterou a convicção de que é adepto da tortura quando, na sua declaração de voto, enalteceu e homenageou a deplorável figura do coronel Brilhante Ustra, “o terror de Dilma Rousseff”, que a torturou nos porões da ditadura e entrou para a história como o mais cruel dos carrascos dos anos de chumbo.

Machista
Convenhamos, o “mito” Bolsonaro foi muito honesto com todos nós. Ele, por exemplo, além de nunca ter negado ser um machista dos mais convictos, deu demonstrações claras transmitidas em redes nacionais de televisão, rádio e tudo o que é imprensa.

Alguém por acaso esqueceu aquele outro deplorável episódio em que Bolsonaro, com seu aspecto de desequilibrado, nos corredores do Congresso Nacional, de dedo em riste na direção da deputada Maria do Rosário, disse: “Eu não lhe estupro porque você não merece”?.

Você que votou numa criatura capaz de fazer tal afirmação, o que poderia esperar dela?

O mal
Do senso mais rasteiro ao senso mais elevado, passando pelo senso comum, há uma máxima que, apesar de ser um jargão já batido, ainda é bom que se cultive: “Corte-se o mal pela raiz, antes que seja pior…”

Esta apropriada sugestão passou ao largo das preocupações das instituições responsáveis por preservar o Estado Democrático de Direito, o exercício pleno da democracia e o respeito a nossa Constituição cidadã. De tudo isso que lemos, até agora, concluímos que Jair Messias Bolsonaro foi muito claro perante a nação sobre quem era e a que se propunha na sua trajetória de homem público.

Não dá mesmo para entender como as instituições já mencionadas não moveram, sequer, uma palha contra este homem que, desafiando a tudo e a todos, desde um tempo relativamente remoto, se revelava uma bomba de muitos megatons contra o seu país, contra a democracia e que tinha como um dos projetos, promover uma guerra civil para matar, pelo menos, 30 mil brasileiros.

Se Bolsonaro tem alguma culpa pelas m… que está fazendo, as instituições guardiãs dos interesses nacionais têm muito mais.

Os que votaram nele também são diretamente culpados. Alguns, por tamanha ignorância que lhe faz seguir o berrante; outros, por interesses exclusivos, e só de alguns que votaram no Messias por ver naquela figura o portador da bandeira de um projeto de extrema direita e excludente.

Trabalhista
O Supremo Tribunal Federal decidiu, por maioria, suspender, entre outros, os efeitos do artigo 29 da Medida Provisória 927, que não considera doença ocupacional os casos de contaminação de trabalhadores pelo novo coronavírus.

O presidente do Tribunal do Trabalho da Paraíba, desembargador Wolney Cordeiro, destaca a decisão dos ministros e afirma que esse julgamento vai beneficiar, principalmente, os trabalhadores da área de saúde.

 

Wellington Farias
PB Agora

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