Por Eliabe Castor

Desgastado e agora formalmente investigado no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro da Saúde, general Eduardo Pazzuello, pode enfrentar problemas também com as Forças Armadas. Isso porque, apesar de licenciado, continua na ativa.

Para quem passou pela caserna sabe que Pazzuello é tratado em dias atuais como um “estrume”; aquele que não tem condições de permanecer no serviço militar da ativa por ter sua qualificação obtida por benesses políticas, e não necessariamente méritos profissionais.

Fontes militares apontam que em um primeiro momento o tema não é da alçada da Justiça Militar, já que o general-fantoche “representa” um ministro de Estado. Mas nada impede que no futuro; inquérito no âmbito dos “coturnos” seja aberto em desfavor do “três estrelas”. .

Nada sabe sobre Saúde

Alguém que não pode prescrever uma aspirina, deixou faltar oxigênio hospitalar na região amazônica, atrasou a importação de vacinas e insumos contra à Covid-19. Alguém que baixa a crista e diz que “um manda, o outro obedece”, no melhor jargão da Gestapo e KGB, as polícias secretas de Hitler e Stalin, respectivamente, deve ser processado nas esferas civil e militar.

General “meia boca”

Um general “meia boca” que enfurece a maior parte das Forças Armadas, especialmente o alto escalão verde-oliva. Ele que está na ativa e comanda, hoje, a pasta mais importante do Brasil, chamada Saúde, está desacreditado também entre os civis. Ou grande parte deles. Seu exército foi derrotado por sua má estratégia no combate ao novo coronavírus. Um general de logística sem lógica.

A derrota do governo federal na queda de braço pelo início da vacinação contra a pandemia aumentou o apoio de militares da atual gestão para que Pazzuello se afaste das suas funções do Executivo. Em resumo: peça para sair, general!

As derrotas….

Para integrantes das Forças Armadas de alta patente, a vitória do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que conseguiu sair na frente do milico rechaçado pelo Exército e que hoje é o presidente da República e atende pelo nome de Jair Bolsonaro (sem partido) foi a demonstração pura e simples da pouca eficácia de Pazuello e seu comandante. Seres treinados para matar, e não salvar vidas. Pelo menos é o que eles vêm demonstrando em suas atitudes.

E nesse maremoto de pouca eficácia e pura negligência de Pazzuello e Bolsonaro à vida humana, que o mundo assiste estarrecido, o “Nosferatu” que se instalou no país com toda sua tirania, somando-se a ele agentes públicos que contribuíram pelas quase 250 mil mortes em decorrência da Covid-19; sejam submetidos a julgamentos justos. Parece que Nuremberg “ressuscitou” ou está por vir.

Por Eliabe Castor

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