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Opinião: Para o bolsonarismo, Nilvan seria muito melhor candidato ao Governo da PB que Romero

Do ponto de vista de compromisso, fidelidade e de agregar confiança na defesa dos princípios bolsonaristas, o comunicador Nilvan Ferreira tem muito mais a ver com o projeto de poder da ultradireita, representada por Jair Bolsonaro, do que o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues.


Romero queria apenas surfar na onda bolsonarista num momento em que ela parecia consistente e sustentável por muito tempo, o que não tem se confirmado.
Pelo que estamos vendo, portanto,Romero foi Bolsonaro até enquanto este aparentava estar bem na fita, e numa conjuntura recente, em que se permitia fazer projeção de que o bolsonarismo chegaria a 2022 forte e com densidade eleitoral capaz de puxar para cima qualquer candidatura majoritária.


Como não está sendo bem assim, é notório que Romero Rodrigues, pré-candidato ao Governo da Paraíba, está tirando da seringa e, como quem não quer, mas querendo, se distanciando do bolsonarismo.


Na verdade, nos últimos dias, Romero tem se comportado mais como quem está querendo se distanciar da pré-candidatura a governador, por vislumbrar chances reais de eleição para deputado federal, e nenhuma para governador do Estado.

Já o outro…


Com Nilvan, não. A coisa é diferente: ele incorpora integralmente o sentimento do bolsonarismo, e vai até as últimas consequências na defesa dos princípios que norteiam este projeto de poder.


Embora não seja o pré-candidato a governador pelo bolsonarismo, Nilvan Ferreira tem desempenhado muito mais o papel de bolsonarista e de oposição ao governador João Azevedo do que Romero Rodrigues.


Equanto Nival radicaliza com os adversários do Messias, Romero que já disse não ter dificuldade nenhuma em conversar com o ex-presidente Lula, único adversário verdadeiro de Jair Bolsonaro na disputa presidencial.


Pra piorar, nos últimos dias analistas comentaram que Romero poderia até se aproximar do governador João Azevedo.


Verdade, ou não, neste final de semana o pré-canndidato ao Senado, Efraim Filho, andou cortejando o ex-prefeito de Campina Grande, convidando-o para ingressar no DEM, partido que faz parte da base aliada de João.


Efraim, é claro, tem outra intenção ao tentar seduzir Romero Rodrigues, mas aí é outra história.

Pra que?


Se Nilvan seria candidato pra vencer, isso não faria a menor diferença, até porque tudo indica, quase sem margem de erro, que Romero não é candidato pra ganhar: a sua pré-candidatura não decola, o eleitorado não se entusiasma; ele insiste em reduzir as suas preocupações à Campina Grande, deixando o resto do Estado carente de respostas para seus problemas.


Portanto, se é para ganhar, ou para perder, tanto faz Nilvan como Romero. Apesar de que Nilvan, além de incorporar melhor o sentimento bolsonarista, tem mostrado mais disposição para enfrentar adversários do que o ex-prefeito de Campina Grande.
A essa altura difícil é saber se Nilvan, que notoriamente se prepara para disputar a Câmara Federal, toparia dar marcha a ré, para se candidatar a governador do Estado, disputando.


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