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Opinião: O “show” de Cabo Gilberto, Virgolino e a mão coerente de João Azevêdo

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“Marcha soldado, cabeça de papel, quem não marchar direito vai preso no quartel! ”. Quem, nos chamados “anos de chumbo”, nunca brincou com um chapeuzinho de jornal ouvindo essa música pode dizer que não teve infância. Mas o que há por trás dessa antiga cantiga de roda?

Muitas são as apreciações, teorias, hipóteses fragmentadas em pensamentos diversos. Sejam elas para exaltar a Pátria, o próprio Estado na sua amplitude, ou o simples regime militar. Cada leitor tirará suas conclusões.

Porém, iniciei este texto com tal provocação para identificar que não há uma ideia perfeita; concreta, algo exato. Tudo depende do ponto de vista de cada narrador, leitor, espectador, ouvinte e por aí vai.

As diferenças e interesses

Faz-se evidente que não vou entrar na seara da Física ou Filosofia, mas em algo tão complexo quanto as duas ciências, utilizando como “tubos de ensaio” as pessoas e movimentos implementados pelos deputados estaduais Cabo Gilberto (PSL) – que migrará para o PL tão logo a janela partidária abra suas asas – e Walber Virgolino (Patriotas).

Ambos tomaram para seus respectivos interesses as problemáticas econômicas e administrativas que resultaram em déficits para as categorias dos policiais militares, civis e bombeiros. Importante afirmar que não foi na gestão atual. Mas nas anteriores que o efeito nocivo veio sendo acumulado.

É bom que seja esclarecido que o Governo do Estado estava – e está – a cumprir leis federais e respeitar seu teto de gastos públicos.

Os civis

Categorias civis foram atingidas de modo similar, ou até mais agressivas – basta ler e entender minimamente a reforma da Previdência implementada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro e suas modificações danosas para os simples mortais.

E tem mais…!!!

Sigo a régua e as regras. É hora de dar um pulo no muro e sair de tal ladainha. Civil não tem arma nem viatura. Tem um giz na mão, um teclado ou compasso para se sustentar. E ele se “sustenta”, e muito!

Caso não fossem os governadores, em época de pandemia, muitos trabalhadores com nível superior, ou não, já teriam sucumbido à fome implementada por um senhor de nome Paulo.

O “apóstolo” Guedes da desgraça e seus comparsas que estiveram e ainda estão à frente do Ministério da Saúde. Hoje, um tal Queiroga que envergonha o povo paraibano.

E os militares?

Retornando às forças públicas, que por lei têm suas especificidades e necessitam de um olhar mais clínico, claro, pois há o risco de morte na profissão e outros efeitos danosos; e tais fatos merecem consideração, ficou decidido em reunião ocorrida envolvendo o governador João Azevêdo (Cidadania), policiais militares, civis e bombeiros nesta terça-feira (04) o seguinte:

  • Aumentar em 10% o salário dos militares ativos e inativos e incorporar 80% da Bolsa Desempenho para o soldo, o que será levado para a aposentadoria dos profissionais.

Outras conquistas

Na reunião, o governador também firmou outros compromissos com os militares. Veja quais:

  • Detalhar as promoções na Lei de Proteção Social dos Militares;
  • Encurtar a redução de tempo para promoção de soldado a cabo e de cabo a terceiro-sargento;
  • 100% de aumento no percentual da hora extra nas datas especiais, como Carnaval e Ano Novo;
  • Garantia de todos os benefícios à Guarda Militar da Reserva.

Para os policiais civis

A Polícia Civil também terá a incorporação de 80% da bolsa desempenho ao salário em 36 meses, sendo 20% implantado de imediato neste início de ano. Além disso, foi anunciado 10% de reajuste salarial com efeito imediato para todo o efetivo ativo e inativo.

Na reunião ainda ficou definida a realização de estudos sugeridos pela categoria que envolve a equiparação do pagamento do risco de vida.

E assim os representantes das categoriais terão reuniões com seus respectivos associados, buscando o bom senso de todos para encerrar o imbróglio que só prejudica a sociedade de forma geral e beneficia alguns poucos.

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