Por Eliabe Castor

Eu entendo. Tenho perfeita ciência que utilizo algumas figuras de linguagem para tentar ser o mais aprazível, ou pelo menos um pouco menos duro no texto, no intuito de escrever sobre a política e, principalmente, apontar problemas e possíveis ajustes ou reajustes em tal seara. Não que seja eu o mestre dos magos e, sim, alguém que busque uma determinada harmonia entre a população e os agentes políticos. Essa, talvez, seja a minha função. Minha missão.

Afinal, todo o povo, ou quase todo, tem uma visão macro de políticos envolvidos em negociatas, corrupção e outros expedientes pouco louváveis em tal campo “politicano”; e aí peço perdão pelo neologismo.

Mas vamos às causas em pauta: os dois maiores colégios eleitorais da Paraíba, -João Pessoa e Campina Grande – têm uma folha extensa de cargos comissionados. E o que é pior: agraciados por leis tortuosas e antigas que garantem proventos extravagantes para os ditos “apadrinhados” dos gestores eleitos. Proventos esses que podem chegar à atmosfera, enquanto o pessoal concursado, os chamados de “carreira”, são ou eram postos, em sua grande maioria, numa espécie de limbo. Fora dos limites do “céu”, sendo enviados a ocupações dignas de uma segunda ou terceira divisão do campeonato paraibano de futebol.

Faz-se evidente que em todo o território brasileiro o mesmo mecanismo é utilizado, comprometendo os cofres públicos e suas respectivas intenções de melhorar o “modelo” vigente da coisa pública, impedindo-o de ser mais eficiente economicamente e célere. Grande parte do que é arrecadado por estados, municípios e governo federal têm um só destino. O pagamento da chamada “despesa de pessoal”.

E cabe aos prefeitos eleitos no pleito de 2020 buscarem minimizar esse abismo, em especial Cícero Lucena (PP) – prefeito eleito de João Pessoa – e Bruno Cunha Lima (PSD), que será o novo alcaide da estimada Campina Grande. Eles podem colocar a Paraíba nos trilhos pelo que representam em solo paraibano.

Cunha Lima tem preparo e bom trato com o erário público. Existe, também, uma sinergia suave com os representantes da Assembleia Legislativa da Paraíba, a bancada federal paraibana e o próprio poder Executivo estadual, além do Judiciário.

Cícero Lucena segue o mesmo diapasão. Está sempre disposto a conversar com outros do Legislativo e Judiciário. E quando a centelha for acesa pelos dois governantes, não há dúvidas que a Paraíba irá parar de sangrar, pondo-a nos eixos, ou repondo-a com a ajuda do governador João Azevêdo (Cidadania), seguindo a cartilha do bom “viver entre os próximos”, e até com os adversários.

E tal “mágica” parece ter sido redescoberta agora, desde o Império Romano. O que é um grande feito. Bruno Cunha Lima, assim como Cícero Lucena precisaram buscar valiosos técnicos nas suas futuras administrações, futuras pastas, a fim de sanar os desmandes implementados pelos gestores anteriores, em menor escala Romero Rodrigues (PSD).

Ambos (Luciano Cartaxo (PV) e Romero Rodrigues) já empacotaram suas malas e agora se despedem da vida pública, pelo menos em tese, até 2022.

Agora uma pergunta e a quase certeza na resposta de Cícero Lucena e Bruno Cunha Lima. Conchavos políticos baseados no fisiologismo chegarão às suas respectivas gestões? O povo espera que não, e a coluna acredita que tal fato não haverá, pois a Paraíba só terá a crescer com esses gestores, além do próprio João Azevêdo, chamado por muitos como o “conciliador”. E de fato é!

Antes um técnico do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), vem demonstrando certa dose de diplomacia na sua gestão, o que é ótimo para a Paraíba. Diálogo, não intimidação. A ética constrói um povo forte, um nação verdadeira, um estado próspero e um município idem.

Por Eliabe Castor

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