A pandemia do novo coronavírus, de uma forma ou de outra, teve um efeito reverso em Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho, e nos ex-secretários do Estado da Paraíba, Waldson de Souza e Gilberto Carneiro. Todos respiram aliviados, sem a necessidade de álcool em gel e máscara para se proteger do tão propalado Covid-19.

Agora explico, de maneira breve, o motivo de um vírus, cujo nascedouro surgiu numa feira livre que vendia animais silvestres na China para abate e consumo do povo. Povo esse residente na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes. Naquela distante localidade, veio certo alento para os citados no texto.

Bem, repetindo os “citados”, eles estão na ponta da Operação Calvário. Todos foram presos por serem supostos integrantes de uma organização criminosa. O ilícito, chefiado por Ricardo Coutinho, segundo o Gaeco, numa primeira estimativa, desviou R$ 134,2 milhões em propinas. Quantitativos vindos da Saúde e Educação do Estado. Em seguida foram soltos por determinação da Justiça.

E foi em Wuhan que surgiu o coronavírus, ceifando vidas, milhares delas, em todos os continentes, para chegar ao Brasil e, claro, no “Sublime Torrão” de nome Paraíba, deixando poderes e instituições alarmadas com a pandemia, ao ponto do Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspender suas atividades até 27 de março.

E nesse turbilhão de informações e desinformações, vida e morte, estava marcado para esta terça-feira (17) o agravo regimental impetrado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo o retorno à prisão de investigados na Operação Calvário. Como disse antes, só após 27 de março haverá o reinício das sessões no STJ.

Claro! A data é mera especulação, pois não se sabe a força do tal coronavírus, como ele “agirá” de forma efetiva no país, muito menos seu grau de transmissão e letalidade. O que é compreendido, mesmo, é que o Covid-19 para Coriolano Coutinho, Waldson de Souza e Gilberto Carneiro é “medicamento” vindo da China com amplo poder para mantê-los livres de uma possível prisão.

O resto é xarope, canja de galinha e descanso para os implicados na Calvário. Pelo menos por enquanto.

Eliabe Castor
PB Agora

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