Por Eliabe Castor

As grandes mentes e propostas vindas delas sempre foram embargadas pelos que têm o poder. Nicola Tesla, gênio “esquecido da eletricidade”, Galileu Galilei; astrônomo, físico e engenheiro italiano, foi chamado de “pai da astronomia observacional”.

O “pai da ciência moderna” estudou rapidez e velocidade, gravidade e queda livre, o princípio da relatividade, a inércia, o movimento de projéteis e também trabalhou em ciência e tecnologia aplicada. Em suma, nossas tecnologias só existem graças a essas mentes brilhantes e “hereges”, pois sem elas estaríamos, ainda, na Idade Média, na Idade das Trevas. Mas a ciência conseguiu vencer, e aqui estamos neste “ Adorável Mundo Novo”

“Idade das Trevas” foi o termo adotado pelos humanistas do século XVII, aonde generalizaram toda a civilização da Europa do século IV ao século XV como um tempo de ruína e flagelo. Agora um pulo no pulo, e vindo para nossa atual sociedade, ponho meu ser na Câmara Municipal de João Pessoa e converso, de forma aberta, com o vereador Mikika Leitão (MDB) sem a presença de astrofísicos ou o senhor gênio imaculado “Spock”, personagem da franquia de entretenimento Star Trek, e uma das grandes mentes da série.

E nesse devaneio, que me sinto quase uma criança, ou adolescente, que se depara com realidades inimagináveis para minha época, um bom- bate papo com o vereador Mikika Leitão (MDB) via zap, de forma agradável, faz-me sentir que estou no futuro. Um bom futuro!

E nessas idas e vindas, perguntas e respostas, mostrou ele, em primeira mão, um espetacular (perdoe-me, leitor, pela hipérbole) o projeto de lei já posto na Câmara Municipal de João Pessoa, no dia 27 de janeiro do corrente ano.

E diz a peça, de forma além e alhures para nossa realidade, mas há de vingar. A “Linha de Crédito Solidário”, cujo escopo está baseado na aquisição de uma forma para os trabalhadores que recebam até dois salários mínimos terem acesso à compra de bicicleta – algo fundamental – em época de pandemia – para trabalhadores formais e autônomos em até 36 meses.

PROJETO MIKIKA LEITÃO

Também figura nas ações de Mikika Leitão a visita, com seus pares, às empresas de ônibus ainda no mês de fevereiro, a fim de verificar se o processo de desinfecção nos transportes coletivos está sendo realizado como determina os protocolos de segurança envolvidos na Saúde.

Preço das passagens

Mikika Leitão, em conversa exclusiva com a Coluna, informou que buscará uma audiência com o prefeito Cícero Lucena (PP) a fim de discutir o preço da tarifa de ônibus da Capital.

Para ele é inconcebível preços diferenciados. Ou seja; quem tem o cartão digital a tarifa fica em R$ 4 reais. Quem não tem tal dispositivo é “penalizado” com um acréscimo de quinze centavos. “Podemos achar pouco, mas para um trabalhador, no final de um mês, é muito. Sem falar que não havendo o determinado troco, o trabalhador invariavelmente acaba pagando vinte centavos a mais”.

O perigo dos motoristas que cumprem duas funções

Leitão observou, nas suas visitas aos bairros periféricos de João Pessoa que aqueles que dependem do transporte público e os que trabalham neles estão amplamente penalizados.

Primeiro pela profissão de cobrador ser praticamente banida. “Hoje em dia o motorista dirige, passa troco, e cumpre duas funções, pondo em risco a vida dele e de terceiros. Não se pode ser motorista e cobrador ao mesmo tempo. É preciso rever o que determina a lei”.

Por último, e demonstrando certa irritabilidade com os fatos que estão acontecendo no transporte público de João Pessoa, disse ser favorável ao congelamento dos preços das tarifas, até que seja formatada uma comissão amplamente imparcial para se discutir o valor das passagens.

“Pretendo discutir o mais brevemente possível com o prefeito Cícero Lucena uma transparência nesse setor. Como grande gestor que é, tenho certeza que nossa reivindicação será atendida”.

Faz-se lembrar que o Cícero Lucena já demonstrou sua insatisfação no aumento das tarifas, principalmente em época de pandemia, cujo desemprego vem trotando cada vez mais rápido. Agora é aguardar e torcer pela vitória de David contra o gigante Golias.

Por Eliabe Castor

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