Por Eliabe Castor
 
 

As redes sociais são perigosas ou não. Duais podem ser chamadas. Muitas vezes fatais, ou bem esclarecedoras e didáticas. Cabe a mim e a você observar o conteúdo. O que é de fato benéfico, ou ao contrário. Verdades e mentiras se misturam, daí é válida a necessidade de pesquisar. Apurar os fatos.

E não é necessário ser um Sherlock Holmes para identificar o que é ou não uma notícia falsa, que nos últimos anos ganhou um nome, para muitos, mais pomposo. Fake News, derivação da língua inglesa.

Pois bem! Vem circulando nas redes sociais um vídeo, que a Coluna foi buscar sua veracidade, no que diz respeito a então administração do ex-prefeito Luciano Cartaxo (PV), por contatos com moradores residentes nos bairros que vou citar. E são verdadeiras as informações.

Nele, surge a professora Edilma Freire, também filiada ao PV, pois era uma imposição “sine qua non” de Cartaxo que seu candidato ou candidata à Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) fosse filiado à sua sigla partidária. Detalhe: o ex-prefeito é o presidente estadual da legenda.

E nesse caso muito peculiar, Edilma Freire, que foi secretária de Educação na gestão de Cartaxo e tem parentesco com o próprio, foi escolhida para disputar a Prefeitura da capital paraibana.

E nesses caminhos eleitorais, disse a ex-secretária do Verde, em um debate transmitido por uma rede de TV local: “A nossa preocupação é garantir a educação. Os avanços que João Pessoa tem até aqui”. Falava ela da continuação de um suposto êxito na área educacional promovido pela gestão de Luciano Cartaxo.

O discurso foi bem interessante, mas as imagens, que a Coluna, como disse antes, foi pesquisar a veracidade, mostra uma situação contrária. É claro; os problemas podem ser pontuais apresentados no vídeo, mas é lamentável o que se vê.

Na abertura das imagens está a fala de Edilma Freire. Exalta a educação como fator primordial para uma sociedade mais equânime. Porém, em seguida mostram as “reformas” implementadas na Escola Municipal Carlos Neves, localizada no bairro José Américo.

Fica exposto, como determina o Tribunal de Contas da União, uma placa informando início e findar da obra, bem como os valores aplicados. E, particularmente neste caso, ficam claros os termos. Data de início: 25/09/2019. Prazo (entrega) 365 dias. Valor R$ 703.248,78. Em seguida um entulho de documentos, prédio depreciado e outras “comorbidades” em pleno 2021.

Depois vem a Escola Municipal Anísio Teixeira, localizada no Ernani Sátiro. A situação é a mesma. Caos e abandono, fato que choca quem vê as imagens, tristeza para os alunos que dependem de tais aparatos da educação. Agora, mais um desafio para o atual prefeito Cícero Lucena (PP) e a secretário de Educação, Luciana Athayde de Santiago.

Essa é a realidade que atual gestão precisa resolver o mais breve possível! A professora Edilma Freire foi procurada pela Coluna, mas não foi localizada.

 

 
 

Por Eliabe Castor

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