Por pbagora.com.br

Menino não, “bigodete”, como eram chamados todos o adolescente de 13 ou 14 anos de idade. “Bigodete” sim, e com ética e orgulho. O início de um ciclo da “masculinidade”. Mas atenção: tal expressão está em desuso atualmente.

Contudo, garotos na busca de serem adultos; meninas a serem mulheres “formadas”, como diria minha mãe, faziam-se obrigados exercer algumas “particularidades”. Menino veste azul, menina rosa.

Bem ao estilo Damares Alves. Era a época de algo quase sagrado. Éramos “homens” e “mulheres” na década de 80, assim pensávamos, mas estávamos iniciando apenas a puberdade. E assim cresci, como todos da minha geração.

“Bigodete”, menina moça. Dessa forma éramos chamados, já falei sobre essas expressões. Na época, residia em Guarabira, município que “dá” início ao Brejo Paraibano. Mas vamos “adelante”, como os povos de língua espanhola (ou quase todos) que falam tal, cujo significado é algo próximo em “ir adiante”.

E adiante vou, não sendo mais “bigodete” nem vendo as moçoilas em formato de “meninas moça”. Homem feito hoje, busco entender, para tentar explicar ao leitor, algo peculiar vindo dos “fenômenos” existentes na política. E não busco utilizar todo o vernáculo disponível, mas poderia colocar no texto em pauta mil maneiras para assim fazer. Porém,na busca de simplificar o meu e seu entendimento, ponho uma pessoa. Um político. Um comentário e outras palavras para tratar desse imbróglio que vou relatar, sem os pensamentos pueris de um “bigodete”.

Queira eu ou não, busco compreender que toda agremiação política, um time de futebol, o Supremo Tribunal Federal, o Congresso, ou a “grosso modo” as altas castas dos poderes da sociedade, e as menores, seguem uma “padronização” para delimitar o que é “correto” ou não. Algo em latim muito próximo ao ”status quo” ou “no estado das coisas”.

Tudo, ou quase tudo segue um plano, exceto na política, pois ela sempre me surpreende, daí minha fascinação. Segue essa arte o “trair” ou se ”coligar” desde que o homo sapiens sapiens saiu da fase dos hominídeos. E aí falo de sete há 14 milhões de anos.

E em um salto no tempo, o leitor mais atento pode estar confuso com tamanha retórica. Mas ficará ainda mais com as diretrizes do partido Solidariedade para 2020 na Paraíba. Segundo o Blog do Dércio, ponho observação e em tempo digo que o colega é um dos mais qualificados jornalistas da Paraíba, escreveu ele em seu blog algo que me chamou a atenção.

O presidente estadual do Solidariedade, Manoel Júnior, que é vice-prefeito de João Pessoa, revelou estar dialogando com o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) e com outras lideranças do cenário político paraibano, a exemplo do ex-senador Cícero Lucena (PP), que tudo leva a crer ter disposição para concorrer no pleito deste ano como candidato a prefeito da Capital. Além deles, estabeleceu diálogo com o deputado estadual Eduardo Carneiro (PRTB), que firmou aliança com o PSL, comandado na Paraíba pelo deputado federal Julian Lemos.

Nesse meio-tempo, Manoel Júnior revelou conversar, também, com diversos pré-candidatos a prefeito de João Pessoa, e declarou ainda que o diálogo com Ruy Carneiro está bem avançado já que vem ocorrendo desde fevereiro.

Mas como assim? Não pondo Dércio na pergunta, muito menos o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) e os outros personagens citados, minha dúvida paira sobre o vereador licenciado João Almeida, que é presidente municipal do Solidarierdade desde 2016 e pediu afastamento do seu cargo eletivo na casa Napoleão Laureano, tendo como fito oferecer seu tempo integral justamente a prefeitável da Capital.

Confuso, a coluna buscou sem sucesso contato com Manoel Júnior. Conseguiu falar com João Almeida, que se mostrou surpreso e reafirmou ser ele o candidato do Solidariedade, pondo a Executiva Nacional da agremiação a seu favor.

Em tempo, o vereador João Almeida é o indicado do partido para concorrer ao cargo de prefeito de João Pessoa nas Eleições 2020. O anúncio foi feito no (14) de junho pela legenda, em comunicado da Executiva Nacional

O Solidariedade estabeleceu candidaturas prioritárias em 12 capitais do Brasil e João Pessoa está nesse contexto. A informação foi confirmada pelo secretário nacional do partido, Luiz Adriano, que revelou o nome de João Almeida como indicado para a disputa.

E mais: o presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulinho da Força garantiu que conversou com Almeida sobre a definição.

“João Almeida conta com todo nosso apoio, direção nacional do partido, como da direção estadual com Manoel Júnior. Já conversei isso com ele e se ele quiser ser candidato conta com todo nosso apoio”, disse Paulinho da Força em posicionamento enviado a toda a imprensa paraibana.

Agora tenho três afirmações: duas colocam João Almeida como candidato da legenda. A outra é a declaração que vem de Manoel Júnior, que praticamente o exclui do processo. Pela visto não está havendo muita solidariedade na sigla. Um pouco mais de clareza é essencial para o eleitor entender quem realmente será o postulante da partido à Prefeitura de João Pessoa.

Eliabe Castor
PB Agora

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