O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior liderança do Partido dos Trabalhadores, vem adotando um discurso lógico e seguro. Sua agremiação deve iniciar um processo de reforma interna a fim de buscar assumir, novamente, o protagonismo político nas capitais do país, em especial as do Nordeste, região a qual a sigla petista tem grande força eleitoral.

E nessa equação, Lula sabe que o PT encolheu nas últimas eleições presidenciais, havendo uma série de erros estratégicos que formalizaram a derrota do candidato da legenda, Fernando Haddad. Para o ex-presidente, o Partido dos Trabalhadores terá candidato em João Pessoa, Recife, Natal, Salvador e Fortaleza.

A lógica de Lula é simples: lançar candidatos competitivos nas eleições majoritárias e, assim, fortalecer a proporcional, elevando o número de prefeitos em cidades de médio e grande porte, bem como elegendo o máximo de vereadores possíveis. Dessa forma, a legenda terá mais chances de êxito nas eleições presidenciais em 2022.

Mas há uma pedra no meio do caminho que certamente vem incomodando o ex-chefe do Executivo do país, e esse “calo” reside na figura do presidente reeleito do diretório do PT na Paraíba, Jackson Macêdo. Para ele, a aliança com o PSB deve ser mantida, pondo sua sigla na qualidade de coadjuvante.

Ainda não se sabe o resultado desse “confronto” interno do Partido dos Trabalhadores em terras paraibanas, mas já há uma ala liderada pelo ex-deputado estadual Anísio Maia que comunga com o mesmo pensamento de Lula. No entendimento do ex-parlamentar, “O apoio ao PSB estava certo, mas o cenário mudou”.

É verdade! O cenário do PSB mudou, e muito, após a deflagração da Operação Calvário, pondo peças importantes do partido socialista inclusive na prisão. E Anísio Maia vai além, apontando caminhos viáveis, como a postulação do Secretário da Agricultura Familiar do Estado, Luiz Couto, que nas últimas eleições disputando uma vaga para o Senado recebeu 792.420 votos, ficando na terceira colocação.

Para se ter uma idéia, a segunda colocada, Daniella Ribeiro (PP) recebeu 831.70. Em termos percentuais isso corresponde, apenas, a pouco mais de 1%. Ainda há outros nomes fortes no PT, a exemplo do deputado federal Frei Anastácio e o próprio Anísio Maia.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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