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Opinião: deputado Julian Lemos tenta se reinventar em discurso para salvar seu mandato

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As palavras proferidas na atualidade pelo deputado federal Julian Lemos, presidente do diretório estadual do PSL, não se configuram com sua postura passada, quando marchou, com veemência ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2018.

Naquela época foi Lemos um dos homens fortes de Bolsonaro, chegando, inclusive, a ser um dos coordenadores de campanha do inquilino do Palácio do Planalto na região Nordeste. Era radical e “batia’ em todos aqueles que destoassem da cartilha bolsonarista.

Passou-se um ano, o presidente rompeu com vários aliados e saiu da sua ex-sigla, o PSL, jogando fogo pelas ventas. Pronto: o casamento dos extremistas da direita foi desfeito, e Julian Lemos começou uma guerra com o clã Bolsonaro. Até chamá-los de traidores e ladrões em sua conta no Twitter o parlamentar assim fez.

Agora vem o deputado vender um proselitismo manco ao informar que Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) devem colocar ideologias radicais longe das suas ações. A retórica chega a ser excêntrica, pois enquanto o parlamentar esteve na base governista do mandatário do país, manteve um discurso severo e radical.

E neste momento que navega quase solitário, tenta o liberal reconstruir sua base política, adotando um discurso ameno. Quase conciliador está Lemos no seu atual estágio de “paz e amor”. Ele vem pregando para o deserto que “quem governa, deve governar para todos”. E sua bandeira reside no conservadorismo, e não no radicalismo.

Realmente a seleção natural proposta por Darwin é válida, inclusive na política, pois só “o organismo mais apto sobrevive”. E Julian Lemos sabe disso, daí buscar se reinventar e manter seu mandato.

Eliabe Castor
PB Agora

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