Por pbagora.com.br

O governador João Azevêdo precisa ter candidatos para chamar de seus, nas eleições deste ano. Pelo menos, nos maiores colégios eleitorais do Estado e, de modo muito especial, em João Pessoa e Campina Grande.

A menos que não queira consolidar-se como uma verdadeira liderança política estadual e se não tiver a pretensão de disputar a reeleição, João Azevêdo não deve passar desatento ao processo eleitoral.

No entanto, se é sua intenção concorrer à reeleição e se consolidar como líder político, o governador da Paraíba tem que estar antenado com o xadrez da política paraibana em todos os níveis. Ele não pode, por exemplo, ficar totalmente a mercê de outras lideranças estaduais e federais. Precisa fazer-se líder.

Sucessão
Para quem pretende se reeleger governador, por exemplo, é extremamente importante que tenha candidatos e faça tudo para elegê-los, pelo menos, nos dois maiores redutos eleitorais da Paraíba, João Pessoa e Campina Grande, que historicamente têm decidido que são os nossos governadores.

Não se engane o governador João Azevêdo com os afagos de deputados e senadores, aliados por enquanto, tampouco com os elogios dos puxa-sacos, para quem ele certamente não tem defeito e é a maior liderança do mundo: na hora da onça beber água, lá pras bandas de 2022, se a liderança do governador se limitar à caneta, pode ser que todos estes que hoje lhe cercam de ilusão pulem do barco…

Embora sejam de âmbito municipal, as primeiras eleições a transcorrer na Paraíba sob a batuta de João Azevêdo poderão se configurar no primeiro teste de fogo do governador como liderança política. Ele não tem escapatória, tem que se envolver no processo, fazer opções, defender candidaturas e esperar a colheita. Dependendo de quantos forem eleitos, dentre aqueles que tiveram o aval do Palácio da Redenção, João Azevêdo poderá mostrar o seu potencial de líder estadual no contexto atual da política atual.

Já é tempo
Até agora o governador João Azevêdo não se posicionou sobre a sucessão municipal em João Pessoa e Campina Grande, muito menos preparou, em nome do seu grupo político, representantes para disputar as respectivas e importantes prefeituras.

João Azevêdo pode até ter manifestado simpatia por algum pré-candidato. Se o fez, porém, foi de forma tão discreta que não deu nem para se perceber. Além disso, já não é mais hora de simples acenos, mas de pegar pelo braço e apresentar aos paraibanos aqueles que representarão o seu grupo nas eleições deste ano.

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