Na política, já não se respeita mais os Cunha Lima como até um passado muito recente. Ou, pelo menos, já não se teme mais esta oligarquia campinense nos tempos atuais.
Pertencente à base aliada do governador João Azevêdo, o deputado estadual Hervázio Bezerra concedeu entrevista em que, no mínimo, desdenhou dos Cunha Lima, deixando transparecer que o seu chefe político do momento não está nem um pouco incomodado com cogitada candidatura do deputado federal Pedro Cunha Lima ao Governo do Estado.
Ou seja: o governador João Azevêdo, pré-candidato à reeleição, não sentiu nem cócegas com a noticiada pretensão do PSDB, de lançar o neto de Ronaldo Cunha Lima para governador do Estado. A julgar pela reação da sua base aliada, traduzida nas declarações de Hervázio, Azevêdo não está nem aí…
De acordo com reportagem publicada por este portal, Hervázio Bezerra (PSB) teria dito nesta segunda-feira (22), numa declaração que denota desdém: “Temos que respeitar toda e qualquer candidatura, sua trajetória, a sua história, mas eu, talvez seja até suspeito para falar, não vejo, me perdoem, musculatura política em Pedro para enfrentar o governador João Azevêdo. Até a dimensão, a forma como ele chegou a atuar, é minha modesta opinião. Mas respeito toda e qualquer candidatura e a história de Pedro”, pontuou.
Para bom entendedor está claro: Hervázio foi lá, veio cá, e concluiu que Pedro Cunha Lima nem fede nem cheira neste processo; não tem cacife; não tem musculatura, não tem voto, não tem liderança, nada.
Só faltou mesmo o aliado de João Azevêdo dizer: Pedro é um coitado, inocente útil, que se brincar nem se reelege. Ele não disse, é vero, mas ficou a deixa nas entrelinhas…
Em grupo
Hervázio não desdenhou apenas do deputado federal Pedro Cunha Lima, mas de um grupo político-familiar com influencia, poder e destaque na política da Paraíba há mais de 30 anos.
Alguém pode discordar totalmente do modo dos Cunha Lima fazer política; de alguns procedimentos pouco recomendáveis registrados pela história. Mas não se pode ignorar a importância deles na política local.
Que esta importância tem diminuído a cada ano, nos últimos tempos, é fato. Mas daí a considerar que um neto de Ronaldo na política é quase um zero à esquerda, aí é outra história.
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