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Opinião: Independente de se compor com João, Romero terá que refazer seus planos

Enquanto estas mal traçadas linhas estavam sendo escritas, uma reunião de lideranças políticas da Paraíba estava programada para se realizar horas depois. E bem longe da Paraíba, em Brasília.

O encontro seria do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, com a cúpula do PSDB, incluindo o ex-governador Cássio Cunha Lima. A “tucanada” partiu pronta para botar o pé no pescoço de Romero: vai mesmo se aliar com João Azevêdo, ou permanecerá conosco?!

Quase certo
Antes mesmo da reunião, a expectativa cada vez maior dos analistas políticos (já virando certeza) é que Romero iria dar um sonoro tchau à “tucanada” e comunicar que estava junto e misturado com o governador João Azevêdo, cuja administração o próprio Romero detonava até muito recentemente.

Do meio pro fim da tarde, o deputado estadual Moacir Rodrigues, irmão de Romero, declarou alto e bom som que a aliança do mano com João Azevêdo eram favas contadas. Pareceu, até, que o ex-prefeito de Campina havia escalado o parente da sua mais inteira confiança para antecipar qual era a dele, aos participantes da reunião em Brasília.

Novos planos
Independente do que pode ter rolado na tal reunião, que poderia mexer totalmente no xadrez da política paraibana, a verdade é que o ex-prefeito Romero Rodrigues terá de refazer os seus planos.

Para disputar o governo da Paraíba, a essa altura Romero não tem mais cacife. Não teve apoio suficiente da família e dos partidos “aliados”. O nome de Romero foi lançado e, depois disso, todo mundo correu da raia e deixou o cara só.

Resultado: Romero não reuniu condições para fazer decolar a sua pré-candidatura e, hoje, provavelmente não tem mais a mínima condição de disputar a sucessão de João Azevêdo. Mesmo porque, depois de vai pra lá, vem pra cá, e não sai do canto, perde a confiança do eleitor que não se arriscará a apostar suas fichas num projeto que não se sustenta.

Romero, portanto, terá de refazer seus planos políticos, sob pena até de ficar mais quatro ou seis anos sem mandato.

E, como dizia a minha avó materna, Mamãe Mocinha, é melhor perder uma parte do boi do que o boi todo, ou seja: será que uma candidatura a deputado federal não ficaria de bom tamanho?

Ficaria, sim, evidentemente. Mas o cavalo passando selado na direção de uma vice na chapa de João, aí é outra coisa…

Vamos aguardar…

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