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Opinião: Gorou a república miliciana. E agora, como ficam os bolsonaristas da PB?

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A batida de pino do “mito” Jair Bolsonaro, travestida de carta com pedido de desculpas à nação, evidencia duas coisas: a primeira, que não vingou o plano de implantar no Brasil uma república miliciana inspirada nos princípios totalitários do bolsonarismo; segundo, a democracia brasileira resistiu e superou o seu teste mais ameaçador desde a redemocratização.

Viva a democracia!

Viva o Supremo Tribunal Federal (STF) que, neste enfrentamento diante de tamanha ameaça, não se acovardou e cumpriu, brilhantemente, o seu papel de fazer valer os limites de direitos e deveres estabelecidos na Constituição Cidadã de 1988. Destaque para (perdão, pela intimidade) o ministro Xandão. Botou quente nos golpistas, chamou o bolsonarismo na chincha, colocando-o no seu devido lugar.

Todos estes episódios de ameaça permanente à democracia, patrocinado por Jair Messias Bolsonaro, vêm comprovar que o dramaturgo alemão, Bertolt Brecht, tinha total razão quando alertou o mundo para o fato de que “a cadela do fascismo está sempre no cio.”

Nossa, e como está!

Quanta gente – inclusive alguns que posavam de progressistas – na verdade escondia uma face sombria de perfeita afinidade com o fascismo… Acreditando, coitados, que o “mito” iria fazer valer o seu projeto, se deixaram trair em suas atitudes pondo o traseiro em estado vulnerável à sanha lasciva do bolsonarismo.

Na Paraíba

E agora, como ficam os bolsonaristas paraibanos e afins? Como fica o político e comunicador Nilvan Ferreira, que abraçou esta causa como poucos, defendendo o projeto miliciano e totalitário idealizado Jair Bolsonaro, contra a democracia, pelo enfrentamento das instituições?

E o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, pré-candidato a governador da Paraíba, e que caiu na besteira de colar com o bolsonarismo desde a primeira hora, acreditando estar navegando numa onda eleitoralmente favorável, sem se dar conta de que iria morrer na praia?

E Pedro Cunha Lima, que no dia seguinte ao fiasco do 7 de setembro, fez declarações que denotam a sua total simpatia por Jair Bolsonaro,? E Cássio Cunha Lima,  que em evento muito vivo na memória dos paraibanos, jubilou-se de orgulho por ter sido prestigiado por Bolsonaro em evento em Campina Grande?

E Agora, deputados Cabo Gilberto e Walber Virgolino, finas-flores do bolsonarismo na Paraíba, o que lhes restam depois de verem abortado, definitivamente, o projeto de Jair Bolsonaro, de fazer deste país uma república miliciana?

E agora, o que resta ao bolsonarismo local, sobretudo depois de o “mito” haver enganado aos seus fiéis parceiros, prometendo o que jamais poderia entregar: o tão desejado – por este pessoal – golpe de estado?

Tentar adivinhar o futuro não é nada bom. Mas não será novidade nenhuma se parte dessa turma que, na Paraíba, oportunisticamente, tentou surfar na onda de Jair Bolsonaro e, agora, se vê perdido como cachorro que cai de mudança, comece a abandonar o barco.

O primeiro a dar sinal de que havia dado água no casco foi o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, que (acredite se quiser) chegou até a acenar com a possibilidade de conversar com Lula. Romero que, diga-se de passagem, na campanha panfletou e adesivou para o bolsonarismo, nas manifestações mais recentes nem apareceu na janela.

Quem será que pulará do barco primeiro.

Façam suas apostas.

Wellington Farias

PB Agora

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