Precursor da Sociedade Brasileira de Eubiose, cujo conhecimento humano está centrado na Filosofia, Religião e Ciência, o soteropolitano Henrique José de Souza, falecido em 1963, seguia uma máxima criada por ele. “A verdadeira força não é a do mar em fúria que tudo destrói, mas do rochedo, impassível, que a tudo resiste”.

A frase não merece retoques. Ela é assertiva e humanamente humana. Humanidade em essência, que mostra como somos nós. Todos, sem exceção. Humanos passivos de erros e acertos.

E somos mais mar em fúria que rochedo impassível, embora a busca constante pelo aperfeiçoamento moral, nutrindo bons sentimentos, seja nosso desafio maior. O nosso bom combate diário está presente a cada respiração.

Agora preâmbulo redigido, entro no mérito do artigo, observando que não sou paladino da verdade ou “Senhor dos Sete Reinos”. O assunto que toco é delicado, por isso busco o devido cuidado para não criar atrito, ou ruído de comunicação, com o colega de profissão e comunicador Sikêra Júnior.

Polêmico e com estilo próprio, Sikêra trabalhou durante dois anos em João Pessoa como âncora de um programa policial no Sistema Arapuan de Comunicação. Hoje se encontra em Manaus, seguindo trajetória profissional bem sucedida.

Mas Sikêra Júnior, em ato de fúria até certo ponto justificável, foi deselegante com o povo paraibano que tanto o acolheu. E quando falo de povo, refiro-me, nesse caso, aos nossos representantes de Parlamento. É sabido que a maioria votou contra a concessão do título de cidadão paraibano ao comunicador, cuja propositura partiu do deputado estadual Cabo Gilberto (PSL).

O assunto foi discutido de forma democrática na Assembleia Legislativa da Paraíba até ser posto em votação na Casa de Epitácio Pessoa que, antes de tudo, merece respeito por ali residir, em sua essência, o princípio democrático do nosso Estado.

E aqui fica registrada minha opinião. É preciso aceitar o revés. Não é sempre que vencemos. Realmente Sikêra Júnior não pediu o título de cidadão paraibano, como fez questão de afirmar no seu programa televisivo em Manaus.

Contudo, não é (ou foi) obrigação dos parlamentares paraibanos concederem a honraria. Por fim, que todas as questões sejam equacionadas. Os ânimos exaltados das partes envolvidas amenizados, e que a fúria do mar seja vencida pelo “espírito” impassível do rochedo.

Eliabe Castor
PB Agora

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