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Opinião: Falta um bombeiro no PT para reaglutinar Anísio, Anastácio e RC na legenda

Não se pode – ou, pelo menos, não se deve – desprezar amigos e aliados de primeira hora; gente que tem história de luta, de compromissos com as mesmas bandeiras, não merece ser descartada.


A regra vale tanto para os parceiros, como, por exemplo, os partidos políticos.
O que ganharia o PT da Paraíba descartando companheiros dos tempos de fundação, como Anísio Maia, Jucélia Figueiredo, Frei Anastácio, entre outros? Afinal, a história de qualquer um deles desautoriza o Partido dos Trabalhadores e tratá-los quase com adversários.


A Direção Nacional e a Direção Estadual do PT têm dispensado um tratamento não muito apropriado a velhos companheiros que, no partido, se posicionam contra o retorno do ex-governador Ricardo Coutinho ao PT.


Tudo bem que o partido não pode se curvar à eventual desobediência dos seus filiados, mas também não é justo – ou prudente – ignorar o histórico de luta de soldados de inúmeras batalhas; de derrotas e de vitórias e, principalmente, que nunca deixaram as fileiras do exército da estrela solitária por qualquer razão.

Água


Independente de quem tenha mais ou menos razão, o que falta ao PT é um bom articulador; um bombeiro habilidoso para apagar as chamas, de modo a reaglutinar, sob a mesma legenda, como foi no passado, o ex-governador Ricardo Coutinho, os deputados Anísio Maia e Frei Anastácio, além de Giucélia Figueiredo e outros do mesmo naipe, que estão com relações estremecidas com a legenda.


Lula é o maior de todos os bombeiros. Líder de habilidade indiscutível e invejável para desatar qualquer nó político (e para atar, se for preciso). Mas Luís Inácio deve estar preocupado apenas com a sua volta ao Paládio Planalto, e pouco se lixando para o que está acontecendo no PT paraibano. Pelo menos é a ideia que passa.


Faz-se urgente a interferência de um bombeiro para dirimir as chamas petistas na Paraíba, de modo a conciliar todas as divergências e fazer o partido crescer ainda mais, em vez de perder aliados. Afinal, fazer política desagregando nunca foi a melhor das receitas.
Os insatisfeitos estão intransigentes? Por isso mesmo é preciso que se delegue a alguém com capacidade de diálogo para conversar e se chegar a bom termo.


Não vale essa de que fulano ou cicrano não tem maior ou menor importância porque não tem tantos votos etc e tal. Afinal, estamos falando de aliados históricos, parceiros de muitas lutas; gente que começou do nada quanto o PT também não era nada.
Até porque o Partido dos Trabalhadores tem andado de mãos dadas e todo satisfeitos com golpistas de primeira hora; até gente que se aliou ao Movimento Brasil Livre para defenestrar a presidenta Dilma da Presidência da República.

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