OPINIÃO: Esquerda encolhe em João Pessoa de forma vertiginosa e cenário para 2024 não é nada animador

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A cidade de João Pessoa, que nas cinco eleições de 2004 até 2020 elegeu por 4 vezes em sequência candidatos de esquerda para à Prefeitura, não tem neste momento nenhum candidato deste espectro ideológico de olho em ocupar o Paço Municipal em janeiro de 2025.

Até o momento, os nomes cotados são o do atual prefeito: Cícero Lucena (PP), que é considerado de Centro; o deputado federal Ruy Carneiro (PSC); o deputado federal eleito Cabo Gilberto (PL); o deputado estadual Wallber Virgolino (PL) e o ex-candidato a senador Sérgio Queiroz (PRTB) – sendo este o candidato ao Senado mais votado em João Pessoa. Todos estes identificados com a direita.

Uma liderança política de esquerda que pode ser estimulada a disputar a sucessão municipal é o deputado estadual eleito Luciano Cartaxo (PT), que foi prefeito da Capital entre 2013 e 2020, após vencer as eleições de 2012 e 2016.

Em 2004 e 2008, para completar o recorte das quatro eleições em sequência, quem venceu foi Ricardo Coutinho (PT), que era do PSB à época. Cartaxo esteve um período também fora do PT, logo após a sua primeira vitória, quando perambulou por PSD e PV, em uma jornada na busca por uma postura mais central, mas acabou voltando à sua origem neste ano.

Quebrando o ciclo de vitórias da esquerda, Cícero Lucena, que já foi prefeito da cidade entre 1997 e 2004, voltou a ser eleito no pleito de 2020. Mas para a eleição de 2024, não existe nenhum nome da esquerda posto no debate, como mostrado acima, ou que tenha o apelo popular para se imaginar sendo candidato em 2024 – além do próprio Luciano Cartaxo.

E esse desaparecimento das forças políticas de esquerda em João Pessoa não se resumem ao cargo de chefe do executivo municipal. Das 27 cadeiras ocupadas na Câmara Municipal de João Pessoa, Casa de Napoleão Laureano, apenas dois foram eleitos em partidos de esquerda: Marcos Henriques, do PT; e Junio Leandro, do PDT.

E não é de 2021, quando esta composição de vereadores tomou posse, para cá, que a CMJP tem travado debates conservadores e assumiu uma agenda mais identificada com pautas da direita e à pauta de costumes. Os vereadores que fazem oposição, são simplesmente tratorados.

O sinal de alerta está aceso. Cabe aos dirigentes de partidos de esquerda reverem as suas estratégias, reforçarem os partidos com lideranças populares e fazerem o bom e velho trabalho de base.

 

Feliphe Rojas
PB Agora

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