Por Eliabe Castor

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), deputado estadual Adriano Galdino, que busca por meios jurídicos sair do PSB, sigla partidária do ex-governador Ricardo Coutinho, que no ano passado rompeu com a maioria daqueles que o apoiavam, indagou aos parlamentares da bancada de oposição na terça-feira (04) quem seria o líder oposicionista na Casa.

E Galdino tem razão. Após a saída do ex-líder oposicionista ao governo de João Azevêdo (Cidadania); Raniery Paulino (MDB), e o vice-líder Eduardo Carneiro (PRTB), na Casa de Epitácio Pessoa, a oposição, hoje constituída por apenas nove parlamentares, está acéfala. Isto é: que sofre de acefalia; cuja cabeça não pode ser distinguida do restante do corpo.

Ela (a oposição) não responde por si só, numa clara evidência que os atores oposicionistas ao governo de Azevêdo só pensam nos seus interesses próprios. Exceto a deputada Camila Toscano (MDB), que relatou um conflito burocrático que a impede de assumir o posto por ser integrante da Mesa Diretora da Casa; os demais colegas estão preocupados com as eleições municipais, numa clara evidência do chamado egocentrismo. Pensam em manter suas bases eleitorais, em puro eufemismo dito por minha pessoa, para não dizer que colocaram seus desejos pessoais em detrimento ao povo paraibano.

Algo próximo ao icônico personagem Odorico Paraguaçu, criado pelo dramaturgo brasileiro Dias Gomes na novela “O Bem-Amado, exibida na década de 70. Pensava ele (o personagem) interpretado pelo ícone Paulo Gracindo o seguinte: “O povo que se exploda”, numa clara referência aos interesses partidários e pessoais.

A Oposição na ALPB

A oposição na ALPB pensa no próprio umbigo. É o caso Walber Virgolino (Patriotas) e Tovar Correia Lima (PSDB), que buscam a postulação, de forma respectiva, às prefeituras de João Pessoa e Campina Grande.

Trata-se de um caso “sui generis”. Ou seja: a oposição está mais empenhada em ficar “bem” nos seus redutos eleitorais. E perdoe-me a expressão dita por Paraguaçu: “Dane-se o povo!”. Sem musculatura política, a oposição entende que sua chance de uma vida política mínima reside na busca das eleições municipais deste ano. Uma coluna para se encostar. Do contrário estarão fadados à derrota; derrocada por completo.

E João Azevêdo sufoca, aos poucos, seus adversários com uma postura política ética e diplomática. O resto e o óbvio.

Os oposicionistas

Figura, hoje na oposição, os seguintes deputados estaduais: Cabo Gilberto, do PSL, Walber Virgolino, do Patriotas, Anderson Monteiro (PSC); Bosco Carneiro (Cidadania); Camila Toscano (PSDB), Caio Robero (PR); Doutora Paula (PP); Galego Souza (PP); João Henrique (DEM); Moacir Rodrigues (PSL), Tovar Correia Lima (PSDB) e Manoel Ludgério (PSD).

Eliabe Castor
PB Agora

Por Eliabe Castor

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