Por Eliabe Castor

As perguntas são: quanto vale o “cale-se”? E ainda mais profundo: o preço de venda da “alma” de alguém? Dois questionamentos; sérias indagações. Fato é: “Todo homem tem seu preço”, diz o adágio popular. “Mas para cada homem existe uma isca que ele não consegue deixar de morder”, disse um dia Friedrich Nietzsche

E Nilvan Ferreira mordeu a isca. Não se controlou e seu equilíbrio enquanto pessoa foi sugado por um bolso plural. Um saquinho de pano recheado de demagogia e um gordo pacote de promessas. Promessas vãs construídas pela desbotada figura chamada Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB. Um ser que está nas alturas do que é pior para o Brasil, ou quase; fincado no complexo Everest da política do país. Alguém que conheceu o xilindró como poucos.

Sim, e Nilvan Ferreira? Bem, esse está deslumbrando pelo mundo político e ditatorial que se aliou. Perdeu seu microfone. Sua força. O poder de fazer o bem; ou quase isso. Não é mais sua essência o verbo, e sim a verba.

Verdade posso escrever: nunca tive paixão por seus programas do “espremer sai sangue”. Mas quem sou eu? Eu apenas. O comunicador não! Era Nilvan – o radialista e fenômeno da televisão – de vários lares. Um clube de fãs residia no seu raciocínio rápido e talento que poucos têm.

Hoje é apenas uma cara pálida e desfigurada. Uma cara, digo, rosto, que o grande José Maranhão deu a vida. “Construiu” um mito e recebeu o silêncio da morte.

Um agradecimento que não foi dado ao “Mestre de Obras” por seu pupilo. Partiu sem o adeus do comunicador. Fato lamentável e muito criticado pelos paraibanos.

E hoje? Bem, continua a ser Nilvan Ferreira a mesma pessoa, só que utilizando a menor máscara do mundo. O nariz. Sim, o nariz de Pinóquio ou aqueles utilizados no picadeiro. Particularmente não li ou ouvi a fala do comunicador sobre o suplício que Maranhão enfrentou. E se existiu foi tímido. Quase mudo, cego e surdo.

Hoje, Nilvan Ferreira surfa na onda do negacionismo de Jair Messias Bolsonaro (sem partido). Prega o paraibano todas as ideias descabidas e inflamadas do inquilino do Palácio do Planalto. Retrógrado, ainda não entendeu que estamos a caminho de meio milhão de seres humanos tragados pelo dragão da Covid-19.

Esse parece ser só um detalhe mínimo que os adoradores do capitão cloroquina esquecem e ignoraram. Todas as regras sanitárias para minorar a desgraça causada pela pandemia são desprezadas. E Nilvan Ferreira entrou nesse tubo de ensaio louco.

O deslumbre efêmero

Atualmente, Nilvan Ferreira, deslumbrado pela expressiva votação que teve em João Pessoa, quando foi batido por Cícero Lucena (PP) no segundo turno das eleições para prefeito da capital no ano passado, pensa ser imbatível e sonha com um assento no Senado ou na Câmara dos Deputados.

O comunicador, ainda nas fileiras do MDB, recebeu 46,84% dos votos válidos, enquanto Lucena 53,16%. Em resumo, o candidato do Progressistas obteve 185 mil votos, enquanto o até então emedebista recebeu algo próximo a 163 mil, um fenômeno por ter sido o primeiro pleito que disputou.

Mas o cenário era outro. Na época, o “mito” Bolsonaro conseguia transferir votos e não tinha, nos seus calcanhares, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma CPI. O palco mudou em apenas um ano.

O petista hoje é elegível e disputa com o ex-capitão ”bomba” a preferência nacional, o que pode lhe render, novamente, a presidência da República e implodir o atual presidente e seus meninos e meninas de “ouro”.

E Nilvan Ferreira? Bem, contemplado por Roberto Jefferson com a direção estadual do PTB, o comunicador pretende circular em toda a Paraíba, como um messias, a fim de divulgar a boa nova. Nova “ordem social de paz” e, assim, buscar votos preciosos para sua possível eleição no pleito de 2022.

É direito dele? Claro! Mas a essência de tal mudou; o que identifico como algo perigoso, afinal, camaleão se camufla e não costuma se misturar com o povão.

Espero que esteja eu errado para o bem geral da nação. Caso não, o preço da bilheteria será alto e Roberto Jefferson cobrará caro a Nilvan o valor da bilheteria.

Eliabe Castor
PB Agora

Por Eliabe Castor

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