Se depender dos posicionamentos do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), o sonho dos partidários do governador Ricardo Coutinho (PSB) em ver os socialistas ao lado dos tucanos em torno da dupla presidenciável Marina- Eduardo Campos, está cada vez mais distante de se concretizar.

Tudo por conta da opinião dada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), sobre uma tentativa de costura feita por dirigentes tucanos do Paraná e aliados do governador Beto Richa (PSDB) admitem que não terão como impedir o uso de sua imagem ao lado do provável candidato do PSB à Presidência, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que deve ser o adversário do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) na disputa presidencial do ano que vem.

Os limites da campanha regional casada foram discutidos em reunião das bancadas tucanas no Congresso em Brasília anteontem. A cúpula nacional do PSDB quer impor limites à dobradinha de governadores tucanos com o presidenciável do PSB. Pessoas próximas a Richa afirmam que ele não vai aparecer com Campos no mesmo palanque físico, mas que nada podem fazer sobre uso da imagem do tucano em banners, santinhos ou mesmo na TV.

 

O núcleo político de Aécio definiu que o palanque duplo não pode se estender à divulgação da imagem de tucanos ao lado de Campos. "Alguns militantes do PSB estão muito excitados com essa aliança com a Marina, mas não haverá miscigenação de candidaturas nos Estados. Será cada macaco no seu galho", disse o senador Cássio Cunha Lima (PB) ao Estadão.

 

Para o líder no PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio, que integra a linha de frente do grupo de Aécio Neves, existe um erro no conceito de palanque duplo. O deputado cita como exemplo a situação dos dois partidos em São Paulo.

 

"É evidente que Geraldo Alckmin não vai participar de um comício com Eduardo Campos. O uso da imagem dele nos materiais do PSB foge à lógica política", afirmou o parlamentar.

 

 

No Paraná, o PSDB e o PSB são aliados históricos. Embora a aliança entre eles ainda não esteja formalmente fechada, tanto tucanos quanto dirigentes do PSB afirmaram que ela é "inevitável" e deve se manter em 2014. "É um partido que sempre conosco. Estaremos juntos de novo, com certeza", disse o secretário-geral do PSDB no Paraná, o deputado Ademar Traiano.

 

 

Na Paraíba a aliança entre PSB e PSDB foi estabelecida em 2010 e se depender das informações de bastidores é mantida apenas nas aparências. Tais enigmas montados por Cássio, apenas favoreceram a saída de dois militantes históricos do PSDB do ninho tucano: o líder do governo na Assembleia Legislativa Hervazio Bezerra que se filou ao PSB, o deputado João Gonçalves que ingressou nos quadros do PSD de Rômulo Gouveia.

Numa declaração inusitada na edição desta quarta-feira (30) no jornal Folha de São Paulo, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) deixou ainda mais em dúvida os defensores da sua postulação ao Palácio da Redenção em 2014. Cássio que é um dos coordenadores da campanha do senador Aécio Neves (PSDB) a presidência da República desdenhou da importância da palanque próprio para Aécio no Estado.

Segundo Cássio, "há um certo mito nessa história de palanques. O eleitor vota com a convicção, com o convencimento", afirma o senador Cássio Cunha Lima, um dos principais articuladores da candidatura de Aécio e ex-governador da Paraíba.

Se depender das palavras de Cássio o suspense em torno da candidatura própria do PSDB na Paraíba permanecerá por intermináveis meses.
Até que uma nova declaração encha ou murche as esperanças dos que sonham em vê-lo novamente na disputa em 2014.

Henrique Lima


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