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Opinião: Cunha Lima tem cunhado no governo e não pode ser contra Bolsonaro. Simples assim

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Cunha Lima – pelo menos os descendentes do poeta Ronaldo – não pode ser contra Bolsonaro. O deputado federal Pedro Cunha Lima e o ex-senador Cássio Cunha Lima estão de rabo entrelaçado com o projeto de poder do “mito” da ultradireita, o Jair Messias.

Deixemos de moído; é simples assim!

Por que? Porque no meio de uma eventual tentativa de Cássio ou de Pedro, de desapoiar Bolsonaro, tem uma pedra preciosa que atende pelo nome de Evaldo Cruz Neto. E este, nobres cavalheiros e belas damas, é nada mais, nada menos, que cunhado de um e genro do outro. Detalhe: com um “empregaço” na estrutura federal de governo: a cobiçada Superintendência da Sudene.

E daí?!

Nada demais, meu caro Sancho – diria o Cavaleiro de Triste Figura, para completar: nada, pelo menos no padrão de política a que todos estão habituados a praticar neste Brasil do toma-lá-dá-cá. Uma prática, aliás, que é tanto da esquerda como da direita, passando pelo centro.

O que poderia não estar muito certo, digamos assim, seria o deputado Pedro Cunha Lima e o pai sequer insinuarem que têm independência, com relação a Jair Messias Bolsonaro. Porque, seja ele, ou qualquer outro que tenha cargo no governo, jamais terá a tal independência.

Vejamos: como têm sido as votações do deputado Pedro Cunha Lima, na Câmara Federal? Ora, de total alinhamento com a orientação do “mito” da ultradireita, encastelado no Palácio do Planalto, o Jair.

Alguém já viu Pedro ou Cássio Cunha Lima tecerem alguma crítica ao governo mais desgastado e antidemocrático da história do Brasil, que é este de Bolsonaro? Nem viu, nem verá.

Não verá, é bom que se diga, pelo menos até que o genro de um e cunhado do outro esteja bem aboletado na cadeira de superintendente da Sudene, o tal Evaldo Neto.

Porque é assim que a coisa funciona, seja com Pedro Cunha Lima, ou como foi com o mais radical petista em qualquer época do governo de Lula. A regra vale para todas as siglas e ideologias. Não há diferença, nestes casos, de PT para PSDB, PDT, PSB, PC do B. No campo do toma-lá-da-cá, é tudo farinha do mesmo saco.

Agora, se você não aceita, ou simplesmente está insatisfeito com esta situação, teremos eleições daqui a pouco mais de um ano. Ai compete a você chancelar, ou não, o toma-la-da-cá.

Agora, seja justo: se não vale para Pedro, também não pode valer para mais ninguém.

Mais aí, cara pálida, tu não irás votar em ninguém. Porque este “santo” que tu procurar na política brasileira, simplesmente não existe.

O resto é só hipocrisia, nada mais.

Como diria Ibrahm Sued, ademã, que eu vou em frente…

Wellington Farias
PB Agora

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