Categorias: Política

Opinião: citado na Operação Poço sem fundo, presidente do diretório do MDB de João Pessoa fragiliza Nilvan

O dia começou agitado para o candidato a prefeito Nilvan Ferreira (MDB), pelo fato de uma das pessoas ligadas à família Maranhão ser citado na chamada Operação Poço sem Fundo. Trata-se do Coordenador Estadual do DNOCS na Paraíba, Alberto Gomes, conhecido como “Esquerdinha”. Informações amplamente divulgadas pela mídia indicam que ele faz parte da coordenação da campanha do emedebista.

Em nota, Alberto Gomes, que preside o diretório do MDB em João Pessoa, alegou não coordenar a campanha de Nilvan Ferreira, e sim o publicitário Lucas Sales. Mas uma coisa está óbvia. Pelo cargo que ocupa na agremiação partidária, mesmo não estando à frente dos movimentos estratégicos do postulante emedebista, certamente “Esquerdinha” acompanha de perto o que vem sendo realizado pelo postulante da sua sigla.

E Nilvan Ferreira, embora nada tenha a ver com a problemática, certamente vem sendo afetado negativamente no imbróglio. E no caso de Alberto Gomes, sem dúvida alguma terá sua ampla defesa garantida, uma vez que pesa contra sua pessoa envolvimento em uma suposta Organização Criminosa (Orcrim), que envolve o ex-deputado federal Benjamin Maranhão (MDB) e a mãe dele, a ex-prefeita de Araruna, Wilma Maranhão, do mesmo partido, respectivamente sobrinho e irmã do senador José Maranhão, presidente de honra da sigla.

A Operação

A Operação busca investigar supostos desvios de recursos públicos federais destinados à perfuração de poços e implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água no Estado da Paraíba, sob responsabilidade da Superintendência Regional do Incra e da Coordenadoria do Dnocs, na Paraíba.

Toda Operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Araruna, na Paraíba, e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. A ação conta com a participação do Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

Alberto Gomes é citado na Poço sem Fundo

Em uma das partes da denúncia fica evidente, no entendimento do MPF e CGU que Alberto Gomes tem participação nos supostos crimes. “O atual coordenador do DNOCS/PB foi secretário parlamentar do ex-Deputado Federal. Destarte, os gestores dos dois órgão envolvidos nos crimes investigados (INCRA/PB e DNOCS/PB) e também a ex-prefeita do Município de Araruna/PB possuem direta relação com BENJAMIN MARANHÃO , demonstrando sua forte influência política e reforçando, por conseguinte, seu envolvimento na ORCRIM, sendo ele responsável por capitalizar o grupo criminoso, recebendo contraprestações por isso’’.

O que alega Alberto Gomes

Em sua nota, diz ele: ‘’Não tenho qualquer relação com o ex-Deputado Benjamin Maranhão – há mais de 8 anos não tenho sequer contato com ele –, tampouco sou seu “apadrinhado”, e não fui indicado por ele para ocupar o referido cargo”.

Mas a pergunta que não quer calar: como pode ter sido Alberto Gomes secretário parlamentar de Benjamin Maranhão e não ter relação com o ex-deputado? Em outra parte da nota diz “Esquerdinha” não ter contato com o sobrinho do senador Maranhão há 8 anos

Mas como pode tal afirmação, se eles estiveram juntos em Brasília, como atesta foto e texto do site de notícias ParlamentoPB?

Diz a matéria publicada em 9 de maio de 2018

“O senador José Maranhão esteve na tarde desta quarta-feira, 9, no Palácio do Planalto num esforço para conseguir a liberação de recursos para obras de segurança hídrica na Paraíba.

Acompanhado do Diretor do DNOCS da Paraíba, Alberto Gomes Batista, e do deputado federal Benjamin Maranhão, o senador teve uma audiência com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

O paraibano ressaltou a necessidade de garantir recursos do Ministério da Integração Nacional para a compra de equipamentos e perfuração de poços e cisternas, além de acesso às verbas do PAC para modernização e manutenção das barragens dos eixos Norte e Leste, bem como do ramal de Piancó, da Transposição do São Francisco na Paraíba”.

Não precisa ser astrofísico ou grande matemático para entender que entre 2018 e 2020 o tempo é de dois anos, e não oito como garante o presidente do Diretório Municipal do MDB. Fato é que, se constatada a fraude, 45 milhões foram desviados do Erário Público. Alguém vai ter que pagar!

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