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Opinião: Cícero não pode declarar “já ganhou” e Nilvan desistir, pois a votação ainda não aconteceu

O artigo de hoje não terá preâmbulo. Ele não irá “passear” no cosmos. Haverá, sim, uma “Conversa Afiada” como diria o saudoso Paulo Henrique Amorim. E claro; o diálogo terá como ponto focal a última pesquisa para prefeito de João Pessoa, divulgada pelo Sistema Arapuan e Consult nesta terça-feira (24).

Pelos números, o ex-senador Cícero Lucena (PP) figura com 49,2% das intenções de votos dos que se submeteram ao processo da pesquisa. E seu oponente, o comunicador Nilvan Freire (MDB), surge com 40,9%. Faltando cinco dias para que seja decretado, pelas urnas, quem será o novo prefeito da Capital, confesso que o emedebista teve, ao longo de todo o pleito, um desenvolvimento eleitoral espetacular.

Superou, por exemplo, o deputado federal Ruy Carneiro (PSDB), que faz um trabalho de excelência no Congresso, principalmente para João Pessoa e Região Metropolitana. E Nilvan Ferreira? Um estreante na política chega ao final do espelho de Alice com desenvoltura e firmeza. Enfrenta um gigante da política paraibana, que merece todos os créditos, afinal seu currículo é extenso enquanto gestor de excelência.

E mesmo estando à frente de Nilvan Ferreira com praticamente 9 pontos percentuais, Cícero Lucena jamais poderá baixar a guarda e o emedebista entregar os pontos. E digo isso com clareza, afinal, conforme a pesquisa que paira no ar, a soma dos votos brancos e nulos não é desprezível. Aí residem 8,2% daqueles que podem virar o jogo de uma eleição, além dos que afirmaram não saber em quem votar. Esses somaram 1,7%.

Então a conclusão é lógica. Mesmo com uma vantagem respeitável, um possível “já ganhou” dos que acompanham Cícero Lucena é a pura cicuta que matou o filósofo grego Sócrates. O mesmo se aplica a Nilvan Ferreira. Admitir a derrota é ato pouco nobre. Valente, o emedebista deve encarar o final do pleito como se estivesse na famosa batalha de Termópilas, sendo ele um dos trezentos espartanos que combateram milhares de persas.

O resto irá para a história, pois ela ainda não foi contada por ser futuro.

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