Por Eliabe Castor

As palavras do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), emitidas na manhã de sexta-feira (26), em entrevista a um programa de rádio, informando que “João Pessoa não é uma ilha”, observando que a capital paraibana não se diferencia das demais cidades brasileiras em relação à Covid-19, enfermidade essa que já ceifou a vida de 301 mil seres humanos no país, reflete bem os grandes desafios que sua gestão vem enfrentando e enfrentará.

Cícero Lucena sabe a importância que deve tomar nas ações para o enfretamento da pandemia que, por pura negligência e negacionismo do governo federal, deixou o Brasil totalmente exposto ao avanço do novo coronavírus e só agora o mandatário da República, Jair Bolsonaro (sem partido), “percebeu” a gravidade do problema.

O progressista tem em suas mãos um diagnóstico completo do que está acontecendo no país, daí mostrar que a capital paraibana não é uma ilha para repouso e, sim, mais um município que não deve baixar a guarda, caso contrário, no momento de maior colapso sanitário e hospitalar da história do país, João Pessoa pode embarcar em um “Titanic” guiado pela Covid-19 e, assim, afundar em um mar de mortos.

E nesse baile macabro, Lucena e sua equipe de governo precisam ser precisos. Melhor dizendo: assertivos ao extremo, pois assumir a gestão de uma cidade com 817 mil habitantes, estando na sua órbita mais 11 municípios, formando a Região Metropolitana de João Pessoa, cujo número de habitantes é estimado em 1,3 milhões, segundo dados fornecidos pelo IBGE relativos a 2020, aumenta ainda mais o desafio.

Outro ponto importante a ser destacado. O progressista assumiu a Prefeitura da capital há, apenas, três meses, quando os números de infectados e mortos pela Covid-19 subiram de forma acelerada, batendo tristes recordes em praticamente todos os dias de 2021.

Para piorar, o cenário por todo o território nacional vem apresentando problemas colaterais de forma célere. UTIs e enfermarias destinadas ao tratamento do novo coronavírus apinhadas de pacientes; médicos e outros profissionais da saúde trabalhando em completa exaustão, falta de medicamentos para os que estão intubados, desabastecimento de oxigênio hospitalar, número de vacinas escassa. Em resumo: o caos perfeito.

Mesmo informando que em João Pessoa esses problemas estão administrados, Lucena, durante a entrevista já citada, observou que deve ser mantida a consciência. Em resumo: medidas restritivas devem existir, a população precisa cooperar com a administração municipal, adotando todas as recomendações dos órgãos de saúde, como o uso de máscara e o respeito ao distanciamento social, pois, caso tal união não exista, a pandemia e seus números funestos continuarão a aumentar.

Eliabe Castor
PB Agora

Por Eliabe Castor

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