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Opinião: Cícero Lucena acerta. Diz sim à vida e não a um Carnaval sem sorrisos e gosto de lágrimas

Os meus dedos passeiam. Brincam e buscam confetes e serpentinas em um teclado frio. Eles, habituados a meio século de festividades momescas, não entendem o período glacial dos caracteres que são apresentados na atualidade.

Um momento turvo da história humana causado pela pandemia que ceifou a vida de milhares no Brasil e milhões no mundo. Sim, falo da Covid-19 e seu rastro de horror que parece não dar trégua, mesmo a ciência buscando, de forma brava, estancá-la. Pô-la no cemitério do passado.

E nesse embate cataclísmico meus dedos, pobres dedos, ainda não estão a pensar com a velocidade do meu raciocínio. Sim: querem eles felicidade. Blocos na rua. Um abraçar caloroso de um amigo ou amiga. Buscam jogar talco nos desavisados. Rir, todos eles, para o próximo. Porém, ainda não será possível buscar divertimento atrás de um trio elétrico, bandinha de frevo ou ouvir com vigor e intensidade a poesia quase infantil das machinhas dos velhos carnavais.

Sim, não haverá Carnaval Tradição, a Festa da Carne em João Pessoa. O Folia de Rua, mais uma vez, ficará mudo, havendo, apenas, festividades familiares ou em clubes, respeitando, claro, as normas sanitárias exigidas pela Prefeitura Municipal de João Pessoa. E tal fato foi tomado, de forma certeira, pelo prefeito da capital, Cícero Lucena (PP), seus auxiliares e integrantes do setor cultural e turístico da cidade cujo sol nasce primeiro.

É claro! Haverá perdas econômicas para os que dependem das festas de Momo. Haverá grande impacto no bolso dos que dependem do comércio informal, passando por empresários do setor de eventos, escolas de samba, o turismo de forma geral, até o comércio que fatura um pouco mais em tal época do ano vendendo artigos próprios voltados para o entretenimento carnavalesco. Contudo, essa é uma realidade nacional.

Mas, como afirmei anteriormente, Cícero Lucena acertou. Ouviu todos. Sua equipe e os que estão à frente das organizações carnavalescas. Não houve imposição do gestor. Foi consenso. O mundo inteiro sofre com a nova variante da Covid-19, que tem nome pomposo: Ômicron que, combinado com a contaminação da gripe H3N2, tem levado países ricos ou não, a novas ações sanitárias destinadas a conter o avanço de tais enfermidades.

De resto, que os foliões guardem seus pierrôs e colombinas no baú da espera. Brinquem o carnaval de forma segura. Para os que preferem tal momento em um retiro religioso, também tenham cuidado. Todos vacinados. O uso de máscara é fundamental, mesmo Queiroga ou Bolsonaro afirmando que não, vestidos, eles, em uma fantasia imaginária digna de riso e vergonha dos que aplaudem a ciência no belo picadeiro chamado vida.

E que continuemos a batalha pela vida!

Carnaval? Esse tem todo ano, e não precisa de lágrimas ou gosto de morte!


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