Por Eliabe Castor

“Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”. Tal célebre frase, e pensamento, vêm da obra de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601, das quais são derivadas dos escritos do autor inglês, cujo título, em bom português, pode ser traduzido em “A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca”.

E estando o preâmbulo dito, sendo contemplado neste artigo, observo que sim. Existem muitos mistérios em nossas vidas. E aqui peço licença ao leitor para buscar um ponto de convergência entre a obra do escritor ânglico e o prefeito eleito para governar João Pessoa nos próximos quatro anos, Cícero Lucena (PP).

Ambos nasceram com seus respectivos talentos, sonhos, mistérios e um processo filosófico baseado no conhecimento de mundo das suas respectivas mentes. Esse é um ponto, mas não o final. Trata-se de uma continuação, e aqui me disperso de Shakespeare, para falar sobre as primeiras decisões administrativas do prefeito eleito da Capital paraibana, observando sua filosofia de gestão pública.

Cícero Lucena começou a modular seu futuro governo baseando-se em critérios técnicos do seu secretariado. No final da manhã desta sexta-feira (11), o “caboclinho”, como é conhecido, anunciou em suas redes sociais o nome de seis futuros secretários que o ajudarão na condução da gestão pública.

Todos, sem exceção, não estão inseridos no fisiologismo. São técnicos que ocuparão importantes pastas do futuro governo da outrora Capital das Acácias. O progressista acertou seus primeiros movimentos no tabuleiro complexo do xadrez da política partidária.

É claro que seus aliados terão vez e voz na sua gestão, mas o que se espera é exatamente o que ocorreu hoje. A titularidade do primeiro escalão destinado a técnicos, e não a políticos. E Cícero sabe disso. Entende que um novo tempo chegou. Colocar alguém à frente de uma pasta sem o mínimo de qualificação é, certamente, desgaste inevitável. Problemas para sua administração virão se ele assim decidir.

Por isso o progressista acerta no que pode ser chamado de “primeiros movimentos”. Tudo bem alinhado e lógico. Assim João Pessoa terá a chance, novamente, em ter um governo pautado na eficiência do serviço público e suas importantes políticas sociais, sem a interferência de leigos ocupando espaços vitais para o desenvolvimento da Capital paraibana.

Para finalizar, o povo que reside em João Pessoa, e o próprio Shakespeare, agradecem as escolhas realizadas por Cícero Lucena. E que assim seja ao longo da sua futura gestão.

Por Eliabe Castor

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