“Aquele indivíduo que nunca aprendeu a obedecer não pode ser um bom comandante.” A frase é de Aristóteles, filósofo do antigo mundo grego, mas que se encaixa de forma simétrica na personalidade egocêntrica e limitada do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), um ser indisciplinado que não conseguiu, se quer, manter-se nas fileiras do Exército, justamente por suas atuações de grande insubordinação, falta de intelecto, civismo, ética e bom senso.

Em carta revelada pela imprensa em maio de 91, o então chefe do Estado Maior das Forças Armadas, general Jonas de Morais Correia Neto, chama Bolsonaro de “embusteiro, intrigante e covarde”, acusando-o de “inventar e deturpar visando aos interesses pessoais e da política”. E é esse senhor que está a governar o país, mas aqui, antes de qualquer paixão, não pretendo discutir como ele chegou ao poder, mas suas atitudes no governo.

Não fazendo distinção a uma linha liberal e déspota, o “ex-milico” comete “erros” sucessivos, mas quando ponho as aspas, que fique configurado que seus atos são calculados, analisados por um sem fim de bajuladores, até chegar a atitudes e frases que fariam o autor do relatório de 1991 praticar o ritual japonês chamado araquiri. Trata-se de um código de honra dos guerreiros nipônicos que consiste em rasgar o ventre à faca ou a sabre.

Não, Jair Bolsonaro, além indisciplinado, é um asno “embusteiro, intrigante e covarde”, como ficou grafado nas fileiras do Exército Brasileiro. Foi eleito por uma divisão política no Brasil, observando que a oposição precisa refletir, e muito, seus conceitos sobre o poder; o governar.

Agora o pai do vendedor de hambúrguer que busca emplacar seu filho, como um rei saudita, na embaixada dos EUA, ataca o Nordeste, chamando, em tom pejorativo de “Paraíbas”. Após a repercussão negativa, voltou atrás e disse ser mal interpretado. Mentira: o “mito” é covarde, ardiloso e passa muito longe de ser um liberal.

Em tempo, presumo que o presidente não sabe o que é ser um liberal e o que essa postura filosófica e política prega. Bolsonaro é um “rei” dentro de um Estado democrático, por mais que isso possa parecer contraditório. Mas a contradição tem vida curta, isso é certo.

E nesse teatro da guerra de palavras, racismo, omissão, insubordinação e grave problema de moralidade, o Brasil está sendo fritado a fórceps como um hambúrguer vindo das mãos de um filho mimado. E vamos engolindo o inglês de Eduardo, pois ele é um Bolsonaro. Tem seus limites, é fato!

 

Eliabe Castor
PB Agora

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