Categorias: Política

Opinião: Bolsonaro não se atreveria a dar um golpe. Ele sabe que, sem apoio, pode é se dar mal…

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Dadas às últimas mudanças verificadas na equipe de Governo, tem quem insinue que, sob o céu de Brasília, há algo mais do que os aviões de carreira. Numa alusão a que sobre a Capital Federal supostamente paira uma atmosfera densa e ameaçadora, como se estivesse em curso uma tentativa de autogolpe arquitetada no Palácio do Planalto.

Tudo porque o presidente Jair Bolsonaro – quase que numa canetada só – resolveu promover mudanças que, pela sua magnitude, tem perfil de minirreforma ministerial com maior alcance sobre a área militar. E, nestas mudanças, mexeu com alguns generais, em circunstâncias e atitudes que denotam humilhação ao verde-oliva mais bem postado na hierarquia militar.

Vontade dá e passa
É mais do que evidente que Bolsonaro morre de vontade de se tornar um ditador. Muito antes quando ainda era um ilustre ninguém, como deputado do baixo clero na Câmara Federal, começando a sonhar com a Presidência, Bolsonaro já havia se declarado a favor da tortura, do fechamento do Congresso Nacional e de que se matassem pelo menos uns 30 mil no Brasil.

Querer, no entanto, nem sempre é poder.

Bolsonaro despenca na sua popularidade, se distancia cada vez mais das instituições na República e, por último, tem construído significativas áreas de atrito no meio militar.

Lembremos que, muito recentemente, num desses seus arroubos de oratória para aquela meia dúzia de fanáticos que o Brasil passou a chamar pela alcunha de “gado”, o presidente Jair Bolsonaro declarou: “conto com vocês e meu Exército”.

Quase que numa rebatida, entretanto, os representantes das Forças Armadas deixaram muito bem claro: o Exército, a Marinha e a Aeronáutica não entrarão em qualquer onda de golpe.

Um tremendo equívoco: embora o presidente da República seja o chefe maior das Forças Armadas, ele não tem poder nenhum para obrigá-las a cumprir qualquer ordem além dos limites constitucionais de suas obrigações. Até para decretar o estado de sítio, o presidente, segundo os ditames constitucionais, primeiro tem que se submeter ao crivo do Congresso Nacional.

Em se tratando de Brasil, entretanto, tudo é possível, inclusive uma criatura com o perfil de Bolsonaro, que quase foi expulso do Exercito, chegar à Presidência da República surfando numa onda de fakenews soprada por um vácuo de lideranças políticas.

Mas só isto não basta para que amanheçamos no dia da mentira, 1º de abril, sob as coturnadas de um golpe militar como aconteceu em 1964.

Contextualizando
Pela primeira vez na história, os três comandantes das Forças Armadas pediram renúncia conjunta por discordar do presidente da República nesta terça (30).

De acordo com o noticiário do da Folha de São Paulo, contrariado pelo movimento, que circulou na noite de segunda, o novo ministro da Defesa, Walter Braga Netto, participou de uma tensa reunião na qual anunciou que eles estariam demitidos por ordem de Jair Bolsonaro.

No encontro, todos reafirmaram que os militares não participarão de nenhuma aventura golpista, mas buscam uma saída de acomodação para a crise, a maior na área desde a demissão do então ministro do Exército, Sylvio Frota, em 1977 pelo presidente Ernesto Geisel.

Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) colocaram seus cargos à disposição.

Eles protestaram contra a demissão sumária, na véspera, do general da reserva Fernando Azevedo da Defesa. O presidente o pressionava a alinhar as Forças com a defesa política do governo e o apoio a medidas contra o isolamento social na pandemia.

O recado chegou a Braga Netto na noite anterior, e ele pediu o encontro para tentar dissuadi-los. Na reunião da manhã, falou com os três e com seu antecessor ainda no cargo, o também general da reserva Fernando Azevedo, demitido por Jair Bolsonaro na segunda.

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