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Opinião: Bolsonaro entrou leão e saiu bichano da reunião com o ministro Fux…

Jair parece der dado um tempo naquele Bolsonaro arrogante, presunçoso, cheio de arroubos. Estava notoriamente indisposto a reiterar as suas investidas contra as instituições democráticas…
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O presidente Jair Messias Bolsonaro estava meio tonto, transtornado,  quando saiu da reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. Como estava educado com a imprensa! Até rezou em meio à coletiva relâmpago, à saída do encontro.

Jair parece der dado um tempo naquele Bolsonaro arrogante, presunçoso, cheio de arroubos. Estava notoriamente indisposto a reiterar as suas investidas contra as instituições democráticas…

Nem parece aquele Bolsonado que mandou helicóptero militar sobrevoar a sede da mais alta corte do País.

Deve ter sido enquadrado; levado uma baita chamada na xinxa do ministro Luiz Fux.

Por chamada na xinxa não se entenda uma reprimenda no mesmo tom que um pai passa num filho que cometeu alguma infração. Até porque o presidente da mais alta correndo País não pode subir o tom com o presidente da República, e vice-versa.

Mas, convenhamos, no mínimo o “mito” foi “alertado” de que estava passando dos limites com seus arroubos para impressionar os seguidores, vulgarmente chamado de gado nas mídias sociais.

Bolsonaro, certamente, foi muito bem advertido dos riscos que estava correndo ao tentar desrespeitar as instituições que formam os pilares do estado democrático de direito…. Deve ter ouvido, em tom bem mais suave, algo equivalente a “tome jeito, seu cabra; ta pensando o que?! Mourão tá bem ali, pronto para assumir o seu luga…”

Açoites


O presidente Jair Bolsonaro levou três lâmpadas seguidas depois de haver dito que, se não fosse adotado o voto impresso para as eleições de 2022, onpleito não aconteceria.

O primeiro açoite partiu do próprio presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, que garantiu ao povo brasileiro: haverá, sim, eleições em 2022, independente da vontade do Messias; depois, o vice-presidente da República,  o general Mourão, reforçou dizendo que as eleições com toda a certeza vão acontecer. Por último, o presidente do STF, que desenhou pra Bolsonaro as linhas divisórias estabelecidas pela Carta Magna do País…

Está claro que foi o presidente do STF quem alertou para os limites constitucionais do poder presidencial.

Entendamos: ao final da reunião,  ambos disseram para a imprensa que haviam discutido as linhas divisórias traçadas pela constituição,  cada poder no seu quadrado.

Ora, a considerar que Bolsonaro vinha tentando desmoralizar as instituições; desdenhando dos limites constitucionais, fazendo constantes ameaças à democracia com um tal de “meu exército”, e razoável supor que ele não teria a iniciativa abordar aspectos da Constituição. Portanto,  fica claro que a chamada na xinxa sobre os limites constitucionais partiu do presidente do STF.

Por enquanto,  para o seu projeto golpista, Bolsonaro não conta com as instituições democráticas,  com a banda sadia das Forças Armadas, muito menos com o apoio do povo brasileiro.  Além,  é claro, de lhes faltar um contexto político e social que possam justificar qualquer golpe na democracia. Se é que existe justificativa pra golpe.

De qualquer forma, vamos aguardar. Se daqui pra frente Bolsonaro só miar em vez de rugir,  pode ser que o presidente do STF lhe tenha dito que, na pisada em que ia, poderia terminar preso, inclusive na companhia dos filhos impossíveis…
Será?!

Como se não bastasse o nível de desaprovação popular do seu governo, Bolsonaro sentiu o peso do recado indireto da banda sadia das Forças Armadas sobre a realização das eleições, pela boca do general Mourão. Este também tentou dizer ao presidente que estava alí pronto para substituí-lo em qualquer eventualidade decorrente de uma desobediência presidencial à Constituição…

Apoios


Esta semana, Jair Bolsonaro pôde sentir que, para o seu aparente desejo de dar um golpe para instalar o totalitarismo,  conta apenas com o apoio da claque do cercadinho, de meia-dúzia de generais de pijama e dos filhos.
E, talvez, dos milicianos.

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