Por pbagora.com.br

Quem ainda tinha dúvidas sobre o racha entre o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e o atual governador João Azevêdo (Cidadania) após o rompimento entre a dupla, firmado ainda ano passado, agora não terá, ou, pelo menos, não deverá ter mais.

Não bastasse a mudança partidária de João, que deixou PSB para se filiar ao Cidadania, logo após a separação, agora o governador deu um passo maior e apostou justamente na pré-candidatura do ex-senador Cícero Lucena (PP) – que é tido como arquirrival do ex-governador Ricardo Coutinho – na disputa pela sucessão na Capital.

João mostrou não apenas para que veio, mas também para o que está disposto a fazer para implantar sua marca como gestor e, quiçá, se credenciar para reeleição em 2022. Não por indicação, mas por resultados.

Com este anúncio, Cícero e João confirmaram que têm sim em Ricardo um adversário em comum. O próprio João Azevêdo deixou claro, durante a coletiva virtual realizada na manhã desta segunda-feira (24), que a união com Cícero acontece, sobretudo, porque os dois não são arrogantes, ‘qualidade’ esta que por muitas vezes foi, e é atribuída ao ex-governador Ricardo.

“Juntos por uma João Pessoa melhor e mais justa. Nós teremos, baseados na humildade, que acho que é uma coisa comum entre nós dois, a não arrogância política, a forma como nós fazemos política, sempre baseados no propósito de fazer o bem para população. É isso que vai nortear a nossa ação”, disse João durante a live.

REAÇÕES

Era de se esperar que do lado da oposição, surgiriam reações contrárias a aliança PP/Cidadania na Capital. Dos que se manifestaram, Ruy Carneiro (PSDB), por exemplo, alegou que Cícero se unia ao mesmo grupo que o denunciou. Já Nilvan Ferreira (MDB) apontou que a união entre a dupla teria o aval do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), que, segundo ele nunca rachou com o governo. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV) levantou a tese de o governador não ter capacidade de transferir votos, já Walber Virgonlino (Patriotas) asseverou que não se surpreendia com a aliança e que continuava na disputa representando a direita.

DO LADO GOVERNISTA

Raoni Mendes (DEM), em contato com o PB Agora, ressaltou que respeitava a decisão do governador e do Cidadania, mas lembrou que não deixará a disputa por entender que além de vontade tem projeto para o pós pandemia na Capital. Eduardo Carneiro, do PRTB, também evitou polemizar o apoio e ressaltou que ter o Cidadania como aliado nunca foi imposição para se manter aliado ao Governo.

PP EM CAMPINA GRANDE

A aliança PP/Cidadania também pode gerar desdobramentos na Rainha da Borborema. O partido, que é atual vice do prefeito Romero, é cotado para mudar de lado e caminhar ao lado do nome da oposição apoiado pelo Cidadania, mas, por enquanto, isso são apenas teses.

Já Romero Rodrigues, atual prefeito pelo PSD, e que espera manter o PP na base aliada, evitou comentar a aliança com o Progressistas e Cidadania na Capital e disse que não tem pretensão de estadualizar o tema – eleições municipais.

2022

“Ninguém faz aliança pensando em terminar daqui dois ou três meses”. Foi assim que o governador João deixou claro que espera manter a parceria com o Progressistas em 2022. O presidente estadual da sigla, Ronaldo Guerra, foi mais além e disse ter certeza que essa parceria também será replicada nos próximos pleitos.

PORTA ABERTA

A decisão do Cidadania também mexeu com os partidos adversários. Nos bastidores, o prefeito Luciano Cartaxo (PV) não tem descartado a possibilidade de iniciar uma conversa com o PSB do ex-governador Ricardo Coutinho, em uma aliança contra Cícero e João que, por sua vez, são adversários em comum dos também adversários Ricardo e Cartaxo.

A MENSAGEM FINAL

Em política não existe passado, apenas presente e futuro

 

Márcia Dias

PB Agora

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