Alheio às escaramuças entre “sunitas” e “xiitas” que lutam pela ocupação massiva das “Colinas da Vaidade”, o governador João Azevêdo (PSB) segue o trabalho, implementando sua marca enquanto gestor que prefere ações administrativas a embates políticos desnecessários.

E seu “Modus operandi” de trabalho segue uma linha pautada no movimento retilíneo uniforme, sem curvas ou desaceleração que impliquem na caminhada do progresso que a Paraíba vem experimentando na última década.

Prático, ponderado e assertivo, João Azevêdo, em um só gesto, conseguiu o que o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD) prometeu e não cumpriu. A mesma métrica serve para o alcaide da Capital, Luciano Cartaxo (PV).

Dentro e além do Sistema Solar, Romero Rodrigues afirmou que levaria para a outrora Villa Nova da Rainha mobilidade urbana, tendo como ponto principal a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Como se sabe, as palavras do prefeito campinense foram dissolvidas, muito provavelmente, nas fogueiras do Maior São João do Mundo.

Em João Pessoa, o ato “bravio” e alardeado por Cartaxo residiu nas obras de contenção do que ainda resta da Barreira do Cabo Branco. Mas tudo não passou de mero jogo de marketing. Muito pouco foi realizado. Agora a obra, por uma medida cautelar, está suspensa pelo indicativo do Ministério Público, havendo indícios de irregularidade.

Mas retornando a João Azevêdo, pelo muito falar e pouco fazer de Romero e Cartaxo, resolveu o chefe do Executivo paraibano iniciar diálogo com alguns membros da bancada federal do Estado. Motivo? Solicitar emendas que beneficiem a Paraíba.

Resultados concretos? Sim! O socialista, livre de ser ou estar com situação ou oposição na mesma mesa, solicitou recursos para obras de contenção da Barreira do Cabo Branco e implantação do VLT em Campina Grande. Os parlamentares asseguraram esforços concretos para esses fins, deixando Cartaxo e Romero Rodrigues com o “pires na mão”. Em tempo, na próxima semana o socialista estará reunido com toda a bancada federal, em Brasília.

Recursos

Os recursos pleiteados estão em forma de emendas parlamentares. A lista de prioridades apresentada pelo governador conta com 24 obras e ações totalizando quase R$ 1 bilhão. Ao todo, a bancada federal paraibana terá direito a R$ 250 milhões em emendas conjuntas de bancada, mais R$ 15 milhões de emendas individuais.

Parceria entre Estado e União

E pautando-se numa gestão republicana, João Azevêdo almoçou com o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, General Ramos. Em discussão, alinhamento entre o Governo Federal e o da Paraíba, estando aí questões normativas e financeiras

Segue o trabalho

No mês de agosto o governador João Azevêdo assegurou, em Brasília, a inclusão do estaleiro para reparos navais, no município de Lucena, no portfólio de projetos de interesse do país, após reuniões com os ministros Marcos César Pontes (Ciência e Tecnologia) e Paulo Guedes (Economia).

A instalação do estaleiro deve injetar, inicialmente, R$ 3,5 bilhões na economia do Estado e gerar cerca de seis mil empregos. Então, como se observa, os paraibanos preferem um governo operoso. Lutas internas para quem dominará um califado imaginário não oferecem pão para a Paraíba. Quando muito, circo. Mas em sentido pejorativo.

 

Eliabe Castor
PB Agora

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