Por Eliabe Castor

E o tribunal do júri está aberto. Os ex-governadores sabem perfeitamente como atingir à pessoa do outro. Falo de Cícero Lucena (PP) e Cássio Cunha Lima (PSDB). Ao que parece, há uma evidente “confusão”, principalmente por alguns órgãos de comunicação no que se refere à análise do que está ocorrendo.

É sabido que Lucena e Cássio nunca se foram “amantes”. Sim, Cícero Lucena tem uma grande dívida para com os Cunha Lima. Mas estou a falar do ex-governador Ronaldo Cunha Lima, e a história fica encerrada aqui.

Não se pode macular essa parceria próspera, que foi no passado. Mas todos sabem: por isso existe o passado. E vivemos o presente, com a possibilidade do futuro. Ronaldo Cunha Lima se foi. E isso é uma composição natural da vida; Cícero Lucena, que busca novamente ser prefeito de João Pessoa em disputa acirrada com o comunicador Nilvan Freire (MDB) não é obrigado a ser vassalo (perdoe-me o vassalo) de um grupo político que manda ou mandava na Paraíba por décadas.

Eu estou falando especificamente dos Cunha Lima. E nada tenho a favor ou contra ao clã. Apenas acho que há época do “feitor” já passou. Não posso morrer de amores por A ou B. Se o ex-governador Ronaldo Cunha Lima “estendeu” sua mão a Cícero, a fim de colocá-lo no cenário da vida pública, isso foi um fato.

Construtor, bem sucedido, a política pede “correções monetárias”. É claro que jamais vou ser convidado a ser vice-governador da Paraíba. Não tenho saldo. Mas Cícero Lucena? Faz-se evidente que tinha ao seu dispor um bom gerente bancário. E se foi com o poeta eleito, muito em parte esteve na composição política vigorosa do chamado aporte financeiro. Leia-se de forma lícita.

E Cássio Cunha Lima? Bem, outro que não posso colocar uma só pena no meu texto contra o tucano. Em 2018 as urnas já fizeram o tratado. No mais, com essa querela de “meninos” é Nilvan Ferreira que se beneficia. E aqui é preciso acabar com o “cordão azul” ou “encarnado”.

Briga de marido e mulher todo mundo hoje mete a colher. O que é válido. Mas é preciso ver, ouvir e analisar as partes. Bom é falar, emitir notas….isso é a democracia.

Eliabe Castor
PB Agora

Por Eliabe Castor

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