Por Wellington Farias

A proposta que o deputado federal paraibano, Wellington Roberto (PL-PB), defendeu em entrevista ao programa Arapuan Verdade é excludente, irresponsável e genocida.

Num cenário de pandemia, em que há uma enorme defasagem entre a quantidade de doses possíveis e o público carente em grande demanda, o tal Wellington Roberto propõe a autorização para que o setor privado possa adquirir lotes da vacina contra a Covid-19 para venda a particulares.

Sinceramente, é muita falta de bom senso, de compromisso com o povo, sobretudo com os seus próprios eleitores que, em sua maioria, estariam totalmente fora do alcance dos lotes para particulares e, portanto, ficariam sem se vacinar.

Porque, sim…
E ela é excludente justamente por isso: beneficia os abastados e, por extensão, elimina a chance de uma legião de pessoas poderem se imunizar contra a Covid-19, já que a quantidade de vacinas disponíveis não dá para todos.

Por este mesmo motivo, a tal proposta que Wellington Roberto defende é genocida, na medida em que a legião pobre e carente, a grande maioria, poderia até morrer à míngua sem poder adquirir as doses de vacinada.

Argumento
No programa de rádio, o deputado paraibano, ofereceu os “brilhantes” argumentos a seguir: “Essa sugestão nós demos para ter um controle mais firme acerca do combate ao vírus. Nós estamos engajados. Artur Lira teve uma reunião com Bolsonaro e eu pedi a ele que levasse nossa sugestão para abrir a importação de vacinas para que as empresas e clínicas que tenham interesse de adquirir fizesse esse gesto. Isso daria uma agilidade muito grande nas filas da vacinação. Nós sabemos que o Brasil é o único país com um sistema de saúde como o SUS e isso tem dado uma grande despesa.

Abrir para que quem possa adquirir as vacinas e consiga se vacinar vai ajudar muito a diminuir as filas” explicou.

É fácil perceber que o deputado está apenas a serviço das camadas mais abastadas da sociedade, em detrimento da maioria, daqueles que o elegeram.

Engraçado demais! O povo entregue a própria sorte, sem vacina, e as classes abastadas, que podem comprar, tomando a frente, se apoderando de lotes que devem ser usados de forma democrática e gratuita.

Apelo feito
Wellington Roberto não só defendeu a esdrúxula proposta como acrescentou que o pedido já foi feito ao presidente Jair Bolsonaro, por intermédio do deputado federal Artur Lira (PP-AL) candidato a presidência da Câmara Federal.

Agradecimento
Comovido, o autor da coluna agradece a generosidade do colega Eliabe Castor, que nesta quarta-feira (27) gastou precioso espaço em sua coluna do PBAgora para nos tecer boas referências e confirmar a amizade que nos irmana há cerca de 20 anos.
Fiquei profundamente comovido.

Eliabe ainda me comparou (exagerou, claro) com o velhote que é meu ídolo e minha bússola: Dom Quixote, o Cavaleiro de Triste Figura, gerado pela mente privilegiada de Cervantes.

Por Wellington Farias

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