Por Wellington Farias

A farsa da Operação Lava Jato já vem sendo desmoralizada há bastante tempo. E não foi à toa, é claro, que Sérgio Moro – o ex-juiz que comandava toda a armação – despencou da condição de herói nacional para a de farsante, junto com o procurador Deltan Dallagnol.

Desde quando Sérgio Moro ordenou a prisão do ex-presidente Lula – que concorreria com Jair Bolsonaro com total condição de derrotá-lo -, e depois foi compensado à condição de Ministro da Justiça do governo que ajudou a eleger, ficou evidente o tamanho da farsa montada para tirar a esquerda do poder.

Desmonte
Mas o desmonte da farsa continua, e tudo indica que vem coisa muito grave por aí, a ser revelada para estarrecer o Brasil. Talvez até nem estarreça tanto, porque todos já sabem que houve uma armação com a Operação Lava Jato. Mas ainda tem muita coisa que não se sabe, ou cujas provas ainda estão por vir à tona.

Nesta segunda-feira (1º), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo das conversas entre Deltan Dallagnol e demais procuradores da operação Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro.

De acordo com o que publicou a imprensa nacional, o material tem cinquenta páginas, das quais tem muita coisa inédita. Os diálogos foram obtidos pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois que o próprio ministro Lewandowski decidiu que eles poderiam ter amplo acesso ao material apreendido na Operação Spoofing.

Pejorativo
A coisa foi braba. Armação daquelas… E tinha pitadas de ódio e preconceito contra o ex-presidente Lula. Num dos diálogos agora divulgados, Deltan Dallagnol se refere ao ex-presidente Lula como “9” – numa alusão pejorativa ao fato de Lula ter perdido um dedo durante acidente de trabalho quando era sindicalista.

Pasmem: em alguns trechos, fica clara a comunicação ilegal com o ex-juiz Sérgio Moro na ação penal contra Lula. “O material que o Moro nos contou é ótimo. Se for verdade, é a pá de cal no 9 e o Márcio merece uma medalha”, diz Dallagnol.

Pedido negado
Sabendo do que seria revelado, e que fatos que comprovam a farsa virão à tona, na semana passada, procuradores da República, entre eles o ex-coordenador da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, pediram que o ministro Ricardo Lewandowski, reconsidere a decisão.

Os membros do Ministério Público pedem que as mensagens não sejam entregues a Lula ou, caso já tenham sigo entregues, que ele seja obrigado a devolvê-las e seja impedido de utilizá-las. Se a decisão não for reconsiderada, o pedido é para que o caso seja pautado com urgência no plenário do STF.

A menos que…
Só no caso de o ministro Ricardo Lewandowski atender ao pedido dos procuradores, será evitado que coisas muito graves decorrentes da farsa da Lava Jato vejam a público.
Mas tudo indica, pelo que a imprensa nacional anda “farejando”, que fatos estarrecedores ainda virão à tona.

Por Wellington Farias

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