Por pbagora.com.br

Ainda bem moço, moço mesmo, tive e ainda tenho uma enorme paixão. O nome da moçoila atende pelo singelo nome de História. Sim, ela mesma, havendo um desejo incontido em nossa própria historicidade: a paraibana. E nessa nau de velas pandas, dois livros que li guardo com carinho na memória: “Porto Político”, de Jose Joffily, e “Historia da Paraíba; Lutas e Resistência”, do mestre José Octavio de Arruda Mello.

E já na introdução, Arruda Melo citava uma estratégia muito utilizada por portugueses e espanhóis na época da dominação do continente americano; do Sul até o México. “Jogar” outrora tribos amigas umas contra as outras, a fim de facilitar o domínio de territórios sem grandes perdas para os exércitos luso-espanhóis.

E assim foi feito, e o que hoje vemos é a completa dominação desses povos sobre as nações ameríndias. Sangue e lágrimas para a conquista. A vitória. O Olimpo. O cume dos deuses. A submissão dos derrotados. E nessa retórica observamos várias vertentes das ciências; de forma geral, dentre elas a política, presente nos dias atuais com vigor e indispensável na arte da guerra pelo voto.

Sim, a política, a arte ou ciência de governar. Agora pode estar o leitor a questionar o motivo de tantos requififes no texto. Explico em modelo bem próximo a nós. Trava-se, em João Pessoa, uma luta visceral de dois ex-aliados. O PT, do deputado estadual Anísio Maia, e o PSB, cujo coração pulsa no corpo do ex-governador Ricardo Coutinho.

Todos, ou quase todos que acompanham o cenário da política paraibana têm ciência da querela envolvendo não só os agentes políticos, mas seus próprios partidos, saindo inclusive da esfera regional para a nacional. Um desgaste, no meu ponto de vista, desnecessário, pois ambos têm competência e musculatura política de sobra para caminharem separados na disputa pela Prefeitura Municipal de João Pessoa e, em eventual segundo turno, uma aliança política mais que perfeita seja formulada.

Mas, quase seguindo os erros dos nossos antepassados indígenas, preferiram a diáspora. Os tribunais em plena campanha eleitoral. E o que isso significa? Seus adversários diretos, a exemplo de João Almeida (Solidariedade), Raoni Mendes (DEM), Cícero Lucena (PP), Ruy Carneiro (PSDB) e outros que buscam o trono pessoense se contemplaram, de forma efetiva, com o imbróglio até absurdo de dois partidos ditos de esquerda. Progressistas. “Progressistas”?

Por essas e outras que surpresas surgem na política. E na vida, de forma geral. Depois os vencidos não reclamem!

Sim, há importantes componentes: fundo eleitoral, partidário, tempo de mídia. Mas isso pode ser o famoso remédio que em dose exagerada mata o paciente. No caso: dois. A ganância leva o ser humano a erros fatais.

Eliabe Castor
PB Agora

Por Eliabe Castor

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