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O vestibular de Cícero e Efraim

Os dois principais nomes da base aliada do ex-governador Cássio Cunha LIma (PSDB) aptos a se credenciar como candidatos ao Governo do Estado, em 2010, deram largada em suas pre-campanhas. Os senadores Cícero Lucena (PSDB) e Efraim Morais (DEM) vêm, desde há algum tempo, se movimentando para manter em evidência suas pretensões eleitorais, mas só após conversas reservadas com Cássio é que já passam a impor um novo ritmo nesta etapa da corrida sucessória.

É claro que é muito cedo para se ter alguma projeção sobre o tamanho que cada pré-candidato terá, até o início do próximo ano, quando as definições passarão necessariamente a ser feitas. Mas é óbvio que a mobilização de Cícero e Efraim, com seus respectivos grupos, já impõem um elemento novo no processo sucessório.

Assumir postura de candidato e passar a viver mais intensamente o dia a dia da disputa por espaço político é um fator determinante para quem quer ser aprovado pelo “vestibular das prévias”.  Já em setembro deste ano será possível se fazer uma avaliação racional sobre os resultados do que cada um plantou  e até saber se o potencial de colheita de votos dos postulantes será promissor ou não.

Nos três meses do ex-governador Cássio nos Estados Unidos, os dois senadores pré-candidatos tentarão se viabilizar na corrida pelo Palácio da Redenção. Candidatos montados em máquinas administrativas, José Maranhão e Ricardo Coutinho se manterão em faixas próprias, tocando seus projetos político-pessoais. Mas, à essa altura, já de olho nos dois novos “vestibulandos”.

Crime de responsabilidade

A manter-se o impasse em relação à suspensão do concurso público da Fundac, previsto no PCCR que recebeu veto total do governador Maranhão e oferecendo 500 vagas, o Ministério Público do Trabalho deverá endurecer o jogo. Ameaça recorrer à justiça contra o Governo do Estado por manter o sistema terceirizado na Fundac, segundo já adianta o procurador federal Carlos Eduardo Azevedo.

 

Lúcia tentou

A presidente da Fundação de Ação Comunitária (FAC), ex-deputada Lúcia Braga, chegou a estabelecer uma queda de braço com o colega de governo Carlos Mangueira, que preside a Cehap.

Lúcia tentou puxar para seu órgão o Programa Cheque Moradia, que deverá ser mantido pelo Maranhão III com nova roupagem. Mangueira venceu a parada.

O fato concreto é que, mais de dois meses após assumir o governo estadual, o Maranhão III ainda não conseguiu retomar o ritmo das ações programadas para o Cheque Cidadania.

Pelo menos, 120 municípios ficaram a ver navios nos convênios já firmados.

 

 Gambiarra

Desde o início do ano que as escolas estaduais carecem de professores concursados para as disciplinas de Sociologia e Filosofia. Houve compromisso de se resolver a questão ainda no Governo Cássio Cunha Lima, mas aí veio a conrimação da cassação do ex-governador. As denúncias de que o Maranhão III está contratando pessoas para assumir essas disciplinas se alastram pelo interior da Paraíba. Ilegal e inadimissível.

Cabeça de burro

Uma comissão de vereadores campinenses fez uma visita à Feira da Prata, nesta quarta-feira. Após uma inspeção na área, o grupo não gostou do que viu no canteiro de obras ali instalado há mais de dois anos. 

A reforma prometida pela prefeitura continua a passo de tartaruga. Ademais, a obra, orçada há dois anos ao custo de R$ 3 milhões, deverá ser concluída com não menos que R$ 7 milhões. Daniela Ribeiro (PP) estranhou o fato, já que o aditivo permitido por lei é de, no máximo, 25% do valor de execução do projeto.

 

 

 

Investimento

Os afagos do Maranhão III a Francisco Falcão não devem ficar apenas na nomeação da mulher do ministro do Superior Tribunal de Justiça, para um cargo na Secretaria de Articulação Governamental, em Brasília.

O pacote de bondade ao ilustre integrante da corte superior dispõe de um outro ingrediente bombástico e com um peso bem maior para os cofres públicos.

No caso, o Diário Oficial do Estado deverá ser fonte de novas surpresas nessa relação amistosa entre o governador e o ministro que tem raízes paraibanas.


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