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O retorno de Paiva: Missão quase impossível

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Nos bastidores da política paraibana correm comentários de uma “super manobra” para garantir a posse do ex-vereador professor Paiva (PSDB) na Assembleia Legislativa. O suplente de deputado se destacou na Câmara Municipal de João Pessoa pela forte e dura oposição ao prefeito da Capital, Ricardo Coutinho (PSB). A volta de Paiva, desta vez ao legislativo estadual, serviria para o governo Maranhão III ter na Casa de Epitácio Pessoa alguém para “bater pesado” no gestor socialista. Particularmente, não acredito no retorno de Paiva, por vários aspectos. Vejamos alguns deles:

Em primeiro lugar acho muito difícil que o deputado estadual, Rodrigo Soares (PT), deixe a sua vaga na Assembleia Legislativa para assumir uma secretaria no governo Maranhão III. No início da gestão do peemedebista essa manobra foi tentada para que o suplente Frei Anastácio (PT) assume o posto, mas Rodrigo, simplesmente, não aceitou.

Se Rodrigo não aceitou naquela época é muito difícil aceitar agora, pois atualmente ele disputa a presidência do PT no Estado. Indo para o governo desagradaria algumas alas petistas que hoje lhe dão apoio. A única coisa boa, no que se refere ao Processo de Eleições Diretas (PED) do PT, é que o petista teria cargos para oferecer como “moeda de troca” aos votos dos companheiros de legenda.

Outro problema para a concretização da manobra seria o próprio Frei Anastácio. Hoje o frade franciscano está como superintendente do Incra (que diga-se de passagem é uma “bata quente” na mão do petista, devido a falta de dinheiro para a reforma agrária e, muitas vezes, a falta de empenho e compromisso de alguns servidores do órgão), mas todos sabem do seu desejo de retornar ao Legislativo. Além disso, o Frei diz constantemente que o mandato não lhe pertence e sim aos trabalhadores e esses, certamente, não o deixariam desistir de assumir o posto, pois andam carentes de uma representatividade na Casa.

Para Paiva assumir o posto ainda teria que ter a autorização do PT, pois ele encontra-se no PSDB e foi eleito suplente pelo Partido dos Trabalhadores. Isso seria quase impossível. Paiva colecionou inimigos dentro da legenda e, certamente, nenhum membro da executiva votaria a seu favor. Fala-se também, como parte da manobra, o retorno do tucano aos quadros do PT. Essa também seria uma “missão impossível”, maior parte dos petistas não quer o retorno de Paiva. Pois bem, por essas e outras acredito que seria quase impossível a ida do combativo professor Paiva para a Casa de Epitácio Pessoa.
 

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